domingo, 31 de janeiro de 2016

Histórias do cutidiano

Breve, a história, insólita, é a seguinte:

um dia, a pedido, feitas as necessárias gravações e obtido um ou outro documento que as "completassem", fiz uma pequena entrevista a um velho "amigo de bairro" (austríaco naturalizado português (?)), também "fan" do jogo de xadrez, de que gosto muito, anoto, e, sem jogar, levei mate ... 

Explico: o entrevistado insistiu, tudo impresso, em querer o produto da venda do trabalho, do pequeno trabalho produzido e patrocinado pela Junta de Freguesia de ambos ... 


Já não me lembro como a coisa terminou ... O que sei é que foi a única borla que dei - à força ... E que registo hoje aqui, porque já lá vão uns anos em cima do insólito caso, apenas para que se cumpra, uma vez mais, o ditado que sublinha: nunca digas desta água não beberei ...


E é tudo.Haja saúde! Mas que fique o registo.Que traduzido para a língua alemã, no essencial, não deve passar do que pretende ser: uma brevíssima nota para dizer que continua tudo bem nas relações luso-austríacas.


                Vou ouvir Strauss.E lembrar Viena, da minha saudade.


TROCA DE GALHARDETES (120) - Angola HOJE


"No tempo dos “colonialistas” nunca isto aconteceu nem nunca aconteceria.
Afinal há uma infinita diferença….só k não é politicamente correcto afirmá-lo. Infelizmente assim vai o mundo.

Tantos lutaram para acabar com o colonianismo português...     

Muitos portugueses venderam-se aos interesses estrangeiros, sendo responsáveis pela actual situação de miséria.

Por favor reencaminhem esta reportagem, pois é bom que se veja a realidade angolana em 2015.

Contém cenas chocantes.

Até dói a alma!"

Supositório


DIAs POSITIVA (4) *

* Num jardim sem bancos com Emília DIAS Alves: tapeçarias pintadas extraídas do Cancioneiro de Manesse




Águas furtadas


O apontamento é breve, mas, não sei porquê, de repente, assaltou-me, remeteu-me, já não me lembro a que título, para uma reunião na Câmara Municipal de Loures, na época, dirigida por simpático militante comunista Demétrio Alves. O que sei, o que não me esqueceu, foi que estavam presentes alguns, quiçá, dos, aparentemente pelo menos,  mais dedicados representantes de uma certa esquerda ortodoxa que falou, falou e, a dada altura, perante o meu persistente silêncio na discussão em curso, não resistiu, e perguntou-me:

- Porque é que o senhor não fala?

ao que, pronta e espontaneamente, respondi:

- Eu sou o povo ...

Houve na sala um sorriso amarelo e a reunião prosseguiu naturalmente. Mas nunca mais, sorte minha, fui chamado p´ra nada ... Até hoje.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Ao correr da PENA: gente-imposto na vida em condomínio

Não há família que a suporte, não há vizinhança que lhe dê atenção, não há reunião com a sua presença que não sofra uma palavra travessa, não há conversa em que esteja sem polémica. Não há raio que a parta, meu Deus! 

Entretanto, o Hospital Júlio de Matos só atende voluntários.

Resta a polícia, mas a criatura é tão segura das suas tempestades mentais que, diz-se, não há nada a fazer ...

Há, digo eu: a Sociedade não quer chatices e rejeita-a sempre que pode - e a dita é uma SÓ. Uma triste à espera sempre do próximo encontro seja com quem for para tentar fazer-se valer - e já lá vão dezenas de anos. É, dir-se-ia, um IMPOSTO SOCIAL. Fruto sabe-se lá de quê ... Talvez de um parto difícil, ou de qualquer pancada em superfície dura, em idade tenra.

Há gente assim. Uma espécie de imposto - a que todos fogem quando podem. Mas que, entretanto, causa prejuízos, que até chegam a parecer tentativas de afirmação.

A Humanidade é assim e, tanto assim é, que, de tempos a tempos, elege, ELEGE, um Hitler. Até que venha um Diabo que o carregue.

Valha-nos o Papa, o Francisco, até ver.

Do lido, o sublinhado (79) - A ladroeira dos ministros

De autor anónimo

"Olhem para mim todos os ministros de el-rei, que ontem andavam a pé e hoje a cavalo; estejam atentos a duas perguntas que lhes faço e respondam-me a elas, se souberem: - Se os ofícios de vossas mercês dão de si até poderem andar em um macho ou em uma faca, quando muito, e suas mulheres em uma cadeira, como andam vossas mercês em liteiras e elas em coche? Se a sua mesa se servia muito bem com pratos, saleiro e jarro de loiça pintada de Lisboa, como se serve agora em baixela de prata, salvas de bastiões, confeiteiras de relevo? Não me dirão donde lhes vieram tantas colgaduras de damasco e tela, tantas bufetes guarnecidos, escritórios marchetados e com pontas de abadia em cima? Já que lhes não dá do que dirá a gente, não me dirão onde acharam estes tesouros sem irem à India, ou que arte tiveram para medrarem tanto em tão pouco tempo, para que os desculpemos ao menos com a vizinhança? Já sei, sem que mo digam: houveram-se como a raposa no galinheiro em que entraram. Cevaram-se não só no necessário, senão também no supérfluo. Não se contentam com se verem fartos e cheios como esponjas, querem engordar com acepipes; e por isso lançam o pé além da mão e estendem a mão até o céu e as unhas até o inferno, e metem tudo a saco, quando o ensacam, e são como o fogo que a nada diz - basta!"

DIAs POSITIVA (3) *

* Num jardim sem bancos com Emília DIAS Alves: tapeçarias pintadas extraídas do Cancioneiro de Manesse

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A propriedade horizontal e as ovelhas pretas




"...lembra-me aquela cantilena dos tempos da Primária: " ... e quando tudo estava em paz e já ninguém se lembrava, aparece no pátio um rapaz a vender castanha assada ... Eu não sei lá o que ele fez, mas desatou tudo a berrar ...Veio a Zefa do Carricho, o Zé Barbeiro e o filho, foi tamanho reboliço que andou tudo num sarilho ..."

Isto assim, por vezes, num país que se quer lúcido, cordato, honesto em tudo. E com saúde quando ri -  para que a paz se instale e não viva de repelões, de desencontros. Para que seja SÉRIO, ao menos uma vez - de vez em quando.

Em tudo, uma vantagem: a diferença faz a DIFERENÇA. De facto.

Compartilhando notícias do Mundo que temos: nós nus

Itália cobre nus de estátuas clássicas para visita de presidente do Irão

  • 27 Janeiro 2016
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Image copyrightAP
Image captionCaixas de compensado esconderam as estátuas de nus em museu de Roma

A hospitalidade italiana para a visita do presidente do Irã, Hassan Rouhani, incluiu até a cobertura de estátuas de nus.
"Rouhani e o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, encontraram-se no museu Capitolino, em Roma, após assinatura de acordos comerciais entre os países.
Mas vários nus expostos no museu foram escondidos para evitar ofender o mandatário iraniano."

Fragmentos da vida e/ou obra de ADOLFO SIMÕES MÜLLER *

* que recordo a dois passos deste banco:

Na Empresa Nacional de Publicidade, proprietária, nomeadamente, do DIÁRIO DE NOTÍCIAS, tive oportunidade de conhecer, não diria de privar, com algumas das mais conhecidas pessoas, no meio jornalístico, da década de 50 do século passado. Permita-se, por isso, que sublinhe aqui, agora,  a de ADOLFO SIMÕES MÜLLER, enquanto pessoa, escritor, "colega",  e director de um semanário para os mais novos. Que, mais do que num busto, permanece, pelo menos, na memória de quem o conheceu e/ou lhe desfrutou escolhas, gestos e palavras.



Lembro ADOLFO SIMÕES MÜLLER e a simpatia no trato, o entusiasmo, o dinamismo na acção, o sorriso permanente com que se cruzava com os demais colaboradores da empresa. Por graça, por mera graça, dizia-se que, para agradar, nomeadamente, à pequenada para quem escrevia, escolhera para circular na rua um carro mini para que tudo, em si, estivesse "de acordo" com o meio intelectual em que se movimentava ... Contudo, a esta distância, o que aqui se pode deixar é um testemunho de grande afabilidade, de simpatia, por parte de Simões Müller, com quem me lembro de ter falado não poucas vezes, por meras razões burocráticas, sempre cordiais.


Não acrescentará nada ao "curriculum" que deixou, mas também nada lhe retirará.Venha, entretanto, quem some o que achar justo somar.

"Frequentou a Faculdade de Medicina mas abandonou o curso. Foi secretário de redacção do jornal Novidades, fundador e director até 1941 do jornal infantil O Papagaio e director do Diabrete, e do semanário juvenil o Foguetão  (1961) e da revista de banda desenhada Cavaleiro Andante. Também colaborou na Mocidade Portuguesa Feminina: boletim mensal (1939-1947).
Foi ainda director do gabinete de estudos de programas da Emissora Nacional e produtor de programas para a rádio. Inclusivamente foi o autor do primeiro folhetim de rádio As Pupilas do Senhor Reitor.
Estreou-se na literatura com o volume de poemas Asas de Ícaro (1926). No entanto, foi a literatura infantil que o celebrizou, tendo escrito obras como Caixinha de Brinquedos (1937Prémio Nacional de Literatura Infantil) e O Feiticeiro da Cabana Azul (1942, galardoado com o mesmo prémio).
Para o público juvenil escreveu, entre outros, os livros constantes da colecção Gente Grande para Gente Pequena, onde em cada livro romanceou a vida de personalidades como Madame Curie (A Pedra Mágica e a Princesinha Doente), Robert Scott (O Capitão da Morte), Camões (As Aventuras do Trinca-Fortes), Thomas Edison (O Homem das Mil Invenções), Gago Coutinho (O Grande Almirante das Estrelas do Sul), Wagner (O Piloto do Navio Fantasma), Gutenberg (O Exército Imortal), Florence Nightingale (A Lâmpada que Não se Apaga), Infante Dom Henrique (O Príncipe do Mar), Cervantes (O Fidalgo Engenhoso), Serpa Pinto (Através do Continente Misterioso), Marco Polo (O Mercador da Aventura), Fernão de Magalhães (A Primeira Volta ao Mundo - Prémio Nacional de Literatura em 1971), Baden-Powell (A Pista do Tesouro) ou Hans Christian Andersen (O Contador de Histórias).
Entre outras obras, adaptou para a juventude Os Lusíadas (1980), A Peregrinação (1980), A Morgadinha dos Canaviais (1982) e As Pupilas do Senhor Reitor (1984).
Em 1982, recebeu o Grande Prémio da Literatura Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian pelo conjunto da sua obra, onde também se incluem livros como Meu Portugal, Meu Gigante (1931), Jesus Pequenino (1934), A Última Varinha de Condão (1941),Historiazinha de Portugal (1944), A Última História de Xerazade (1944), Dona Maria de Trazer por Casa (1947), O Livro das Fábulas (1950) e A Viagem Maravilhosa de Comboio (1956), num total com mais de 70 obras.
Outras das suas obras são Tejo Rio UniversalSola Sapato Rei RainhaDouro: Rio das Mil AventurasHistórias do Arco da Velha,Moço Bengala e Cão ou a adaptação juvenil das Mil e Uma Noites."

MACAU - Governo não poderá manter para sempre a protecção aos trabalhadores locais


by Ponto Final
Os advogados Frederico Rato e José Filipe Salreta defendem, num artigo jurídico publicado no “International Law Office” (ILO), que é urgente actualizar o quadro jurídico para flexibilizar a contratação de trabalhadores não residentes. A medida ajudaria a tornar a economia local mais competitiva.

Cláudia Aranda

"Num artigo de índole jurídica publicado na página electrónica “International Law Office” (ILO), os advogados Frederico Rato e José Filipe Salreta defendem que é necessário “rever o quadro legal e os regulamentos em vigor, de maneira a proporcionar maior flexibilidade na contratação de trabalhadores não-residentes e tornar a economia local competitiva”.
Na contribuição intitulada “A política do Governo à luz dos desafios demográficos e económicos de Macau”, publicada em inglês no ILO - que divulga regularmente a análise jurídica de mais de 500 especialistas de todo o mundo, abrangendo mais de 100 jurisdições - os dois causídicos identificam as pressões a que estão sujeitos o tecido humano e social de Macau na sequência do rápido crescimento económico do território desde a liberalização do jogo, em 2002.
Na sua análise, os especialistas referem que “a grave falta de mão-de-obra na região” tem tido “um impacto tangível sobre a competitividade da economia através da limitação dos recursos humanos disponíveis para as indústrias locais”. “Ao restringir o aumento da competitividade da economia local, o actual quadro jurídico não é apenas desajustado à situação actual, mas também às necessidades do futuro imediato”, alertam os juristas na sua análise.

PATRONATO COM ESCOLHA LIMITADA

Os advogados Frederico Rato e José Filipe Salreta, num pedido de esclarecimento solicitado pelo PONTO FINAL, explicam que “o desenvolvimento económico de Macau no sector turístico – especificamente o turismo de jogo – requer uma quantidade assinalável de mão-de-obra em diversos sectores, que não é susceptível de ser colmatada apenas com trabalhadores locais, como demonstra, aliás, a taxa de desemprego actual de 1,9 por cento”. Assim, se verificou “o aumento exponencial de trabalhadores não-residentes em relação ao número total de residentes de Macau nos últimos anos”, prosseguem os advogados.
A lei 21/2009, que define o quadro geral para a contratação de trabalhadores não-residentes, estabelece vários princípios que visam proteger a segurança no emprego dos trabalhadores locais. Por sua vez, o Chefe do Executivo, Chui Sai On, reiterou em várias ocasiões que o “Governo mantém-se firme em garantir o direito ao emprego dos trabalhadores residentes”.
No entanto, no entender dos juristas, “o desafio que coloca este ênfase na protecção do trabalhador residente é o de limitar a escolha das entidades patronais locais na contratação de pessoal pois, na prática, as mesmas terão sempre de ter uma certa quota de trabalhadores residentes antes de poder contratar trabalhadores não-residentes”.

NÃO HÁ CRESCIMENTO SEM FLEXIBILIDADE

Os autores do artigo, na resposta ao PONTO FINAL, fazem a ressalva, referindo que “o equilíbrio entre a protecção dos trabalhadores residentes e o aumento da competitividade da economia local é um objectivo difícil de atingir”. Os especialistas salientam que “a protecção do trabalhador residente é, sem dúvida, uma política louvável e necessária, e não deverá deixar de ser uma das prioridades da governação”. No entanto, sublinham que se for levada “às últimas consequências, a mesma terá o efeito pernicioso de garantir a empregabilidade do trabalhador local independentemente da competência deste.”
Atendendo à necessidade actual de mão-de-obra na RAEM, “o Governo não poderá manter a segurança do emprego e da empregabilidade dos trabalhadores locais sem afectar necessariamente a competitividade da economia”, alertam os juristas.
“Não existe uma solução fácil ou imediata para estes desafios”, admitem. Numa última nota, Rato e Salreta referem que “o quadro legal poderá não carecer de reforma, caso os serviços competentes do Governo tenham uma concepção mais flexível da quota necessária para a contratação de trabalhadores não-residentes”. No entanto, “esta flexibilidade poderá ter consequências perniciosas, como sejam o aumento da população não-residente num território já por si exíguo”.

DIAs POSITIVA (2) *

* Num jardim sem bancos com Emília DIAS Alves: tapeçarias pintadas extraídas do Cancioneiro de Manesse
























quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Do lido, o sublinhado (78) - Salazarismo e comunismo

                in CONTA-CORRENTE, de Vergílio Ferreira (faria hoje 100 anos)
Fotografia M.A.: viagem a Moscovo (1973)

"... detestei o salazarismo pela sua prepotência, a sua pide, a sua censura, o seu beatério de sacristia e o mais, e detestei o comunismo pelo seu crânio apertado, a sua censura onde podia exercê-la, a sua pide futura entre nós, o seu beatério fora da sacristia e o mais. De qual me sentia mais próximo? De cada um deles, na medida em que odiava o outro. Salazar tinha razão no seu anti-comunismo e a História deu-lha. Mas não tinha nos processos de a ter. E por força da dialéctica nestas coisas, foi por reprimir brutalmente o comunismo, que o comunismo se robusteceu - como foi durante a lei seca na América, que houve mais alcoolismo. Mas a coisa é já sabida desde, creio que Tertuliano, quando disse que "o sangue dos mártires é semente de cristão". Quanto ao comunismo, eu sinto-me junto dele enquanto acreditava na eficácia da sua justiça social e sinto ainda na medida em que combato o "capitalismo selvagem". mas detestei-o
muito cedo pela imbecilidade e imposição da sua cultura, nomeadamente a literária e filosófica, que me estavam mais perto. Rapidamente percebi que o grande problema era do Homem e não de uma Polícia."

MACAU: Lucros da indústria chinesa caíram 2,3 % em 2015




by Ponto Final
"Os principais grupos industriais da China acumularam lucros de 6,4 biliões de yuan em 2015, uma queda de 2,3 por cento face ao ano anterior, informou hoje o Gabinete Nacional de Estatísticas chinês.
Trata-se da primeira diminuição nos ganhos do sector secundário chinês, desde que as autoridades começaram a publicar este indicador em 2011.
Nos dois anos anteriores, os lucros aumentaram 3,3 por cento e 12,2 por cento, em termos homólogos, respectivamente.
Desde Maio, os lucros das firmas com receitas anuais superiores a 20 milhões de yuan, têm vindo a cair e em Agosto chegaram a recuar 8,8 por cento.
As empresas mineiras e do sector energético - especialmente do carvão e petróleo - foram as que apresentaram um pior desempenho, enquanto a indústria tecnológica contrariou a tendência negativa.
A liderança chinesa está a encetar uma transição no modelo de crescimento do país, visando maior ênfase no consumo doméstico, em detrimento das exportações e investimento.
Em 2015, o sector terciário representou pela primeira vez mais de metade da economia chinesa, à frente da indústria e agricultura."

DIAs POSITIVA (1) *

* Num jardim sem bancos com Emília DIAS Alves, breve biografia tirada de um catálogo no Goethe-Institut de Lisboa (1989):



"(...) Numa tentativa de regresso às fontes, Emília Alves apresenta tapeçarias pintadas extraídas do célebre Cancioneiro de Manesse.

Com efeito, Emília Alves talvez por força do enquadramento profissional em que se iniciou na sua Portalegre natal, onde dirigiu o desenho e o trabalho de tapeçaria da Manufactura, dedica-se, há já alguns anos, à tapeçaria pintada.

Destinadas a decorar as casas actuais, que pelas suas dimensões não permitem o recurso aos grandes rasos do passado, as tapeçarias de Emília Alves, revivendo a óptica dos artistas medievais, indiferentes às regras da perspectiva e amantes das cores vivas - o vermelho e o ouro, o verde e o azul - adaptam-se admiravelmente ao sentido moderno da decoração que tanto deve àqueles renovados valores estéticos" (A.P. de Sousa Leite).

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Fragmentos da vida e/ou obra de AGOSTINHO DA SILVA *

Será que a ideia do banco de jardim, afinal, não é nova
e, pelo menos, já estava na cabeça de A.S.?...

* Fui apresentado ao Prof. Agostinho da Silva, pelo jornalista do Diário de Notícias,  António Waldemar e... e a admiração por ambos cresceu...

"Início

George Agostinho Baptista da Silva nasceu no Porto em 1906, tendo-se ainda nesse ano mudado para Barca d'Alva (Figueira de Castelo Rodrigo), onde viveu até aos seus 6 anos, regressando depois ao Porto, onde inicia os estudos na Escola Primária de São Nicolau em 1912, ingressando em 1914 na Escola Industrial Mouzinho da Silveira e completando os estudos secundários no Liceu Rodrigues de Freitas, de 1916 a 1924.

Formação

Dono de um percurso académico notável, de 1924 a 1928, frequenta Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tendo concluído a licenciatura com 20 valores. Depois disso começa a escrever para a revista Seara Nova, colaboração que manteve até 1938.
Em 1929, com apenas 23 anos, defende a sua dissertação de doutoramento a que dá o nome de "O Sentido Histórico das Civilizações Clássicas", doutorando-se "com louvor".
Em 1931 parte como bolseiro para Paris, onde estuda na Sorbonne e no Collège de France. Após o seu regresso em 1933, lecciona no ensino secundário em Aveiro até ao ano de 1935, altura em que é demitido do ensino oficial por se recusar a assinar a Lei Cabral, que obrigava todos os funcionários públicos a declararem por escrito que não participavam em organizações secretas (e como tal subversivas). No mesmo ano, consegue uma bolsa do Ministério das Relações Exteriores de Espanha e vai estudar para o Centro de Estudos Históricos de Madrid. Em 1936 regressa a Portugal devido à iminência da Guerra Civil Espanhola.
Cria o Núcleo Pedagógico Antero de Quental em 1939, e em 1940 publica Iniciação: cadernos de informação cultural . É preso pela polícia política em 1943, abandonando o país no ano seguinte (1944) em direcção à América do Sul, passando pelo Brasil, Uruguai e Argentina, no seguimento da sua oposição ao Estado Novo conduzido por Salazar.

Brasil

Em 1947, instala-se definitivamente no Brasil, onde vive até 1969. Em 1948, começa a trabalhar no Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro, estudando entomologia, e ensinando simultaneamente na Faculdade Fluminense de Filosofia. Colabora com Jaime Cortesão na pesquisa sobre Alexandre de Gusmão. De 1952 a 1954, ensina na Universidade Federal da Paraíba em João Pessoa e também em Pernambuco.
Em 1954, novamente com Jaime Cortesão, ajuda a organizar a Exposição do Quarto Centenário da Cidade de São Paulo. É um dos fundadores da Universidade Federal de Santa Catarina, cria o Centro de Estudos Afro-Orientais e ensina Filosofia do Teatro na Universidade Federal da Baia, tornando-se em 1961 assessor para a política externa do presidente Jânio Quadros. Participa na criação da Universidade de Brasília e do seu Centro Brasileiro de Estudos Portugueses no ano de 1962 e, dois anos mais tarde, cria a Casa Paulo Dias Adorno em Cachoeira e idealiza o Museu do Atlântico Sul em Salvador da Bahia.

Regresso a Portugal

Regressa a Portugal em 1969, após a doença e morte de Salazar e a sua substituição por Marcelo Caetano, facto que dá origem a alguma abertura política e cultural no regime. Desde então continua a escrever e a leccionar em diversas universidades portuguesas, dirigindo o Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade Técnica de Lisboa, e no papel de consultor do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, (actual Instituto Camões).
Em 1990, a RTP 1 emitiu uma série de treze entrevistas com o professor Agostinho da Silva, denominadas Conversas Vadias. Uma outra entrevista, conduzida por António Escudeiro e chamada Agostinho por si próprio, fala sobre a sua devoção ao Espírito Santo e foi publicada pela editora Zéfiro em 2006.

Morte

Faleceu no Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, no ano de 1994."

MACAU - Subida de quase 40% nos crimes de jogo


by Ponto Final


A Polícia Judiciária espera aumentar em breve a sua força de investigação para 900 inspectores. Muitos dos novos agentes deverão ser destacados para a divisão de combate ao crime relacionado com o jogo, domínio onde os delitos têm subido de forma notória.



Rodrigo de Matos

"As receitas dos casinos até podem estar a baixar, mas os crimes relacionados com o jogo, esses, têm vindo a ser cada vez mais numerosos. De acordo com as estatísticas apresentadas ontem pela Polícia Judiciária (PJ), só em 2015 foram 1553 os casos de agiotagem, sequestros e outros delitos associados às actividades dos casinos, o que representa um aumento de 38 por cento relativamente ao ano anterior.
“Notámos, de facto, um aumento nos crimes relacionados com o jogo que tem merecido a nossa atenção”, confirmou o director da PJ, Chau Wai Kuong, durante o encontro anual da PJ com a imprensa. Naqueles 1553 casos foram implicados 1737 indivíduos, 1204 dos quais acabariam por ser detidos: “Temos vindo a reforçar a investigação nessa área e a imediatez na intervenção a partir de denúncias tem permitido libertar mais vítimas”, acrescentou o responsável, destacando uma “maior coordenação” que tem sido conseguida entre os investigadores e as equipas privadas de segurança dos próprios casinos.
O aumento nos crimes relacionados com o jogo terá sido mesmo o grande responsável pela subida (de 5,3 por cento) no número total de casos trabalhados pela PJ – mais 568 casos do que em 2014 – uma vez que em praticamente todas as restantes tipologias, a criminalidade tem registado baixas na RAEM. Por isso, explicou o responsável, a polícia de investigação está a optar por concentrar mais recursos no combate aos delitos ocorridos nos casinos.
Reforço do pessoal da PJ ainda este ano

Do total de 700 agentes com que a PJ conta actualmente, quase duas centenas integram a divisão de combate aos crimes cometidos à volta do jogo. A força policial de investigação conta ainda presentemente com 82 agentes estagiários a concluir a sua formação: “Queremos aumentar a nossa força para até 900 agentes em breve. Temos neste momento aberto um concurso para 45 novos agentes e planeamos ainda este ano abrir outro para integrar mais 60”, avançou Chau Wai Kuong, prometendo desde logo: “Vamos aumentar o pessoal destacado para o combate ao crime nos casinos”.
O responsável não esconde que a dimensão das forças ao seu dispor é manifestamente insuficiente para as necessidades actuais do território: “Com 30 milhões de visitantes esperados este ano, vindos sobretudo da China Continental, acho que não temos pessoal suficiente. Por isso, precisamos recrutar mais agentes”, explicou.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

VERGÍLIO FERREIRA - Janeiro de 2016 (100 ANOS!)



"Nasceu em Melo, no concelho de Gouveia, em Janeiro de 1916, filho de António Augusto Ferreira e de Josefa Ferreira. A ausência dos pais, emigrados nos Estados Unidos, marcou toda a sua infância e juventude. Após uma peregrinação a Lourdes, e por sugestão dos familiares, frequenta o Seminário do Fundão durante seis anos. Daí sai para completar o Curso Liceal na cidade da Guarda. Ingressa em 1935 na Faculdade de Letras a Universidade de Coimbra, onde concluirá o Curso de Filologia Clássica em 1940. Dois anos depois, terminado o estágio no liceu D. João III, nesta mesma cidade, parte para Faro onde iniciará uma prolongada carreira como docente, que o levará a pontos tão distantes como Bragança, Évora ou Lisboa."

"A útil e verdadeira solidão é ser-se eu com. Não ser-se eu."

"Há frases que engolem outras menores, que vomitam longo, por não serem aproveitáveis para estratégias possíveis."

"Quando se é novo, está-se cheio de futuro e isso faz muito ruído e povoa-nos o estarmos sós."

"O bom é ter só o impulso para fazer e dois ou três tópicos gerais. Assim a invenção nos surpreende e excita."

"Os fins não justificam os meios, mas não apenas porque os meios possam ser criminosos: porque são contaminados por eles. Se matássemos uma criança que chora, para nos restituir o silêncio - o silêncio restituído estaria cheio do seu choro."

"Tenho aqui desde há dias, finalmente, a escultura da minha cabeça. É uma cabeçorra. Senti-me pronto para estar morto ou seja para não ser eu. Onde pôr o raio da cabeça, quando já não houver a minha cabeça para conferir?"

"Anda comigo um tipo que detesto. É o "escritor". Creio que Borges disse o mesmo. Para toda a gente é ele que aparece, recebe homenagens, sorrisos ou mesmo, quando calha, a canelada disciplinar."

"De dentro do sítio é que se não vê esse sítio."

TROCA DE GALHARDETES (119) - Política: Adriano Moreira

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"Especialmente dedicada aos "ministros" Poiares Maduro e Maria Luís Albuquerque pelas suas "brilhantes" declarações proferidas acerca da sustentabilidade das reformas... 
VERGONHA é comparar a Reforma de um Deputado com a de uma Viúva. 
VERGONHA é um Cidadão ter que descontar 40 ou mais anos para receber Reforma e aos Deputados bastarem somente 3 ou 6 anos conforme o caso e que aos membros do Governo para cobrar a Pensão Máxima só precisam do Juramento de Posse. 
VERGONHA é que os Deputados sejam os únicos Trabalhadores (???) deste País que estão Isentos de 1/3 do seu salário em IRS…e reformarem-se com 100% enquanto os trabalhadores se reformam na base de 80%... 
VERGONHA é pôr na Administração milhares de Assessores (leia-se Amigalhaços) com Salários que desejariam os Técnicos Mais Qualificados. 
VERGONHA é a enorme quantidade de Dinheiro destinado a apoiar os Partidos, aprovados pelos mesmos Políticos que vivem deles. 
VERGONHA é que a um Político não se exija a mínima prova de Capacidade para exercer o Cargo (e não falamos em Intelectual ou Cultural). 
VERGONHA é o custo que representa para os Contribuintes a sua Comida, Carros Oficiais, Motoristas, Viagens (sempre em 1ª Classe), Cartões de Crédito. 
VERGONHA é que s. exas. tenham quase 5 meses de Férias ao Ano (48 dias no Natal, uns 17 na Semana Santa mesmo que muitos se declarem não religiosos, e uns 82 dias no Verão). 
VERGONHA é s. exas. quando cessam um Cargo manterem 80% do Salário durante 18 meses. 
VERGONHA é que ex-Ministros, ex-Secretários de Estado e Altos Cargos da Política quando cessam são os únicos Cidadãos deste País que podem legalmente acumular 2 Salários do Erário Público. 
VERGONHA é que se utilizem os Meios de Comunicação Social para transmitir à Sociedade que os Funcionários só representam encargos para os Bolsos dos Contribuintes. 
VERGONHA é ter Residência em Sintra e Cobrar Ajudas de Custo pela deslocação à Capital porque dizem viver em outra Cidade. 
Esta deveria ser uma dessas correntes que não deveriam romper-se pois só nós podemos remediar TUDO ISTO. 
ALÉM DISSO, SERÁ UMA VERGONHA SE NÃO REENVIAREM. 
" Não fazemos agravo a "ninguém, salvo o escândalo de termos princípios, e História, e coragem, e razão." 

Adriano Moreira

Fragmentos da vida e/ou obra de FERNANDO BENTO *

* ... que lembro neste banco, recordando os seus excelentes desenhos e capas do "Cavaleiro Andante", da mesma propriedade do "Diário de Notícias" (Empresa Nacional de Publicidade). "Vejo-o" a partir do que deixou na história da Arte.

"Fernando Carvalho Trindade Bento nasceu na cidade de Lisboa a 26 de Outubro de 1910. Aos 12 anos publicou os seus primeiros desenhos no jornal O Desportivo, publicação do Liceu Camões.
Aos 19 anos tirou um curso de desenho por correspondência da École ABC du Dessin.
Na década de 30 trabalhou no teatro de revista fazendo cartazes, cenários e figurinos. Apesar de também ter trabalhado em publicidade e ter-se iniciado na pintura, o seu emprego era de em pregado comercial na empresa BP.
No jornal Os Sports fez desenhos de ciclistas e no Diário de Lisboa de actores.
É em 1938 que se inicia na banda desenhada no suplemento infantil do jornal República. Em 1941 transfere-se para o Pim-Pam-Pum, suplemento de O Século.
Entre 1941 e 1951 esteve ligado à revista Diabrete, dirigida por Adolfo Simões Müller. Aí publicou algumas séries cómicas, como por exemplo, Béquinhas, Beiçudo & Barbaças e Diabruras da Prima Zuca. Mais tarde, já em 1961, colabora na revista Foguetão [1], dirigida pelo mesmo.
Publicou o seu primeiro álbum em 1948: uma adaptação de Adolfo Simões Müller de As mil e uma noites, intitulada A última história de Xerazade.
Os seus trabalhos no Diabrete abrangem séries cómicas, mas também desenhou histórias realistas, como as adaptações de obras de Júlio Verne como A ilha misteriosa e Matias Sandorf e de A Ilha do Tesouro de Robert-Louis Stevenson. Adaptou ainda As Minas de Salomão de Henry Rider HaggardAs mil e uma noites e as biografias de Luís de CamõesNuno Álvares PereiraSerpa Pinto e outros vultos da História portuguesa.
Em 1952 iniciou a sua participação no Cavaleiro Andante, sucessor do Diabrete também dirigido por Müller, com um magnífica adaptação de Beau Geste, o romanesco clássico sobre a Legião Estrangeira de Percival Cristopher Wren. Este seu trabalho viria a ser publicado na Bélgica em língua flamenga.
Muitas outras histórias se seguiram para o Cavaleiro Andante, como O místério do TibetO anel da Rainha de Sabá de Rider Haggard, Quentin Durward de Walter Scott, A Torre das Sete Luzes ou A jóia do vice-rei. Adaptou algumas aventuras de Sherlock Holmes e os clássicos juvenis do alemão Erich Kästner Emílio e os detectives e Emílio e os três gémeos. Em 1962, com o fim desta revista, houve uma pausa na actividade de Fernando Bento na banda desenhada
Em 1973, onze anos mais tarde, publicou no jornal A Capital uma nova história de banda desenhada, Um campeão chamado Joaquim Agostinho.
Fernando Bento ilustrou também vários livros como O Mistérios dos Cães Desaparecidos, de Ana Meireles, e manuais escolares de inglês e francês
Em 1993 publicou em álbum, com argumento de Jorge Magalhães, o primeiro volume de Regresso à ilha do tesouro de H. A. Calahan. A segunda parte da história ficou com algumas páginas por colorir de vido à sua morte e foi publicada na revista Selecções BD em 1999-2000. Ficou por realizar a terceira parte da história.
A sua última participação na banda desenhada, consistiu em desenhar duas pranchas para uma obra colectiva, Maria Jornalista, publicada no Notícias Magazine do Jornal de Notícias e do Diário de Noticias em Janeiro de 1994. Faleceu em Lisboa no dia 14 de Setembro de 1996
"Fernando Carvalho Trindade Bento nasceu na cidade de Lisboa a 26 de Outubro de 1910. Aos 12 anos publicou os seus primeiros desenhos no jornal O Desportivo, publicação do Liceu Camões.
Aos 19 anos tirou um curso de desenho por correspondência da École ABC du Dessin.
Na década de 30 trabalhou no teatro de revista fazendo cartazes, cenários e figurinos. Apesar de também ter trabalhado em publicidade e ter-se iniciado na pintura, o seu emprego era de empregado comercial na empresa BP.
No jornal Os Sports fez desenhos de ciclistas e no Diário de Lisboa de actores.
É em 1938 que se inicia na banda desenhada no suplemento infantil do jornal República. Em 1941 transfere-se para o Pim-Pam-Pum, suplemento de O Século.
Entre 1941 e 1951 esteve ligado à revista Diabrete, dirigida por Adolfo Simões Müller. Aí publicou algumas séries cómicas, como por exemplo, Béquinhas, Beiçudo & Barbaças e Diabruras da Prima Zuca. Mais tarde, já em 1961, colabora na revista Foguetão , dirigida pelo mesmo.
Publicou o seu primeiro álbum em 1948: uma adaptação de Adolfo Simões Müller de As mil e uma noites, intitulada A última história de Xerazade.
Os seus trabalhos no Diabrete abrangem séries cómicas, mas também desenhou histórias realistas, como as adaptações de obras de Júlio Verne como A ilha misteriosa e Matias Sandorf e de A Ilha do Tesouro de Robert-Louis Stevenson. Adaptou ainda As Minas de Salomão de Henry Rider HaggardAs mil e uma noites e as biografias de Luís de CamõesNuno Álvares PereiraSerpa Pinto e outros vultos da História portuguesa.
Em 1952 iniciou a sua participação no Cavaleiro Andante, sucessor do Diabrete também dirigido por Müller, com um magnífica adaptação de Beau Geste, o romanesco clássico sobre a Legião Estrangeira de Percival Cristopher Wren. Este seu trabalho viria a ser publicado na Bélgica em língua flamenga.
Muitas outras histórias se seguiram para o Cavaleiro Andante, como O místério do Tibet. O anel da Rainha de Sabá de Rider Haggard, Quentin Durward de Walter Scott, A Torre das Sete Luzes ou A jóia do vice-rei. Adaptou algumas aventuras de Sherlock Holmes e os clássicos juvenis do alemão Erich Kästner Emílio e os detectives e Emílio e os três gémeos. Em 1962, com o fim desta revista, houve uma pausa na actividade de Fernando Bento na banda desenhada
Em 1973, onze anos mais tarde, publicou no jornal A Capital uma nova história de banda desenhada, Um campeão chamado Joaquim Agostinho.
Fernando Bento ilustrou também vários livros como O Mistérios dos Cães Desaparecidos, de Ana Meireles, e manuais escolares de inglês e francês
Em 1993 publicou em álbum, com argumento de Jorge Magalhães, o primeiro volume de Regresso à ilha do tesouro de H. A. Calahan. A segunda parte da história ficou com algumas páginas por colorir de vido à sua morte e foi publicada na revista Selecções BD em 1999-2000. Ficou por realizar a terceira parte da história.
A sua última participação na banda desenhada, consistiu em desenhar duas pranchas para uma obra colectiva, Maria Jornalista, publicada no Notícias Magazine do Jornal de Notícias e do Diário de Noticias em Janeiro de 1994. Faleceu em Lisboa no dia 14 de Setembro de 1996."

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