sexta-feira, 31 de julho de 2015

COLABORAÇÃO EXTERNA (118 - adaptado de e-mail recebido) - Diálogos


                   Algures EM INGLATERRA

                     "Mamã, quantos presidentes dura uma rainha? "


                                  (as crianças fazem perguntas cujas respostas, às vezes, não são fáceis...)

Obama 

Bush 


Clinton


Bush  (pai)


Reagan

Carter

   Ford   

 Nixon 

Kennedy


Eisenhower


Truman
 


...cá para mim, é alcalina!

Com domínios e sem domínios nas periferias de Lisboa - amostragem *

* Numa primeira fase, em jeito de AMOSTRAGEM, por exemplo, nas  freguesias dos concelhos de Sintra e Loures - e, do Porto, o considerado eventualmente mais significativo


Sugere-se, pela sua importância num contexto mais amplo, que as respectivas Juntas de Freguesia dos perímetros apontados, em jeito de amostragem, se organizem para conhecer com a possível aproximação, o seguinte índice social concreto:

como sobrevivem os chamados CONDOMÍNIOS existentes, isto é, se há dívidas, de quanto, em média, correspondentes a que período (número de meses/anos).

E que, uma vez obtidos, esses dados sejam analisados "por quem de direito"... Que o problema existe, EXISTE. Que não se observa ninguém a abordá-lo, TAMBÉM, aqui, no banco do jardim7 parece ser consensual. VER-SE-Á.

Copia-se, entretanto, o "alerta"para o FACEBOOK, que para alguma coisa há-de servir para além dos GOSTOS e das FOTOGRAFIAS PESSOAIS ("olhapamim...").




Mensagem para destinatários incertos


Uma palavra de grande admiração e enorme simpatia para quantos, aqui, me enchem as estatísticas a propósito de tão pouco. Mas uma palavra HOJE, em especial, para os que "deram ordem" a "esta coisa" para não perder nada do que aqui se expressa ou mostra. 

Bem-hajam!

Maria Beatriz Rocha-Trindade



Maria Beatriz Rocha-Trindade, querida Amiga e Professora, eu sabia que não tinha morrido, mas foi tão bom reVÊ-LA, de pé, na RTP 2, sorridente, culta no olhar e no estar, simples, mas profundamente sempre lusa e, por isso, também UNIVERSAL. Generosa, Entregue à Cultura, ao Portugal daqui e de toda a parte.

Permita-me que lhe deixe um abraço, um cordialíssimo abraço de enorme simpatia, por tudo, mas também pelo Portugal Grande que emana das suas palavras quando olha o Mundo - que os Portugueses continuam a criar.

Velhas notícias que a História fixou (JORNAL NOVO) - 13


Memorial ao Vento, no PARQUE DOS POETAS, em Oeiras (6)

Camilo Pessanha

Ciúme, casos: aqui, COLABORAÇÃO EXTERNA precisa-se


in Wikipédia
"O ciúme está intimamente ligado à inveja no momento que produz desgosto ou tormento a um indivíduo, por ele não possuir algo que pertence a outra pessoa.
O ciúme pode ter um carácter positivo ou negativo. Quando atinge o sentido de cuidado ou zelo por alguém pode ser um sentimento benéfico. Por outro lado, quando há egoísmo (desejo que a pessoa amada não se relacione com outras pessoas) ou controle excessivo (suspeita constante de infidelidade, por exemplo), o ciúme pode transformar-se em paranóia ou patologia."

É isso: o ciúme como força, por vezes, demolidora, sinistra na relação, entre pessoas. Eventualmente, o maior VENENO nas relações inter-pessoais. Trago hoje aqui a palavra para PROVOCAR, provocar uma eventual reflexão acerca desta palavra presente na política, nos negócios, nas famílias, entre velhos e jovens - sem cura que se lhe veja, mesmo com a eventual ajuda de psiquiatras, sociólogos, fármacos. Mas, mal, causa de guerras (inúmeras), sangue, lágrimas, crimes de toda a ordem. Onde, por vezes, menos se espera. Blogue é lugar também de pequenas coisas, do quotidiano. Daí ... COLABORAÇÃO EXTERNA, precisa-se! 

Curtas metragens e momentos inesquecíveis (13): Vaticano

Visitado com algum pormenor no tempo de Paulo VI, que vi a curta distância, no corredor da Basílica de S.Pedro, transportado em estrado próprio. 

Oportunidade para entrar na Capela Sistina, e rever o Miguel Ângelo de que fala a História e a(s) obra(s), que a criatura, como se sabe, era incansável...

MACAU - População de Macau vai chegar às 750 mil pessoas dentro de 10 anos





by
 Ponto Final
"Alargamento do horário das fronteiras permitiu aliviar pressão sobre o território: hoje 60% dos trabalhadores não-residentes da RAEM vivem em Macau, mas antes de Dezembro do ano passado eram 80%, disse ontem o Governo.
Macau vai chegar aos 750 mil habitantes em 2025, com uma taxa de crescimento médio anual inferior a 2 por cento, estimou ontem o coordenador do Gabinete de Estudo das Políticas, Lau Pun Lap.
O número foi avançado na apresentação do relatório do Estudo sobre a Política Demográfica e representa um aumento de 17 por cento, mais 109.300 pessoas, em relação à actual população calculada em 640.700 no final de Março.
Segundo Lau Pun Lap, nos próximos dez anos, a população de Macau – território com a mais alta densidade populacional do mundo –, vai aumentar a um ritmo muito mais brando do que o registado nos últimos 33 anos, na ordem dos 161,2 por cento.
Assim, até 2020 a população deverá crescer a uma taxa média anual de 1,9 por cento, baixando para 1,1 por cento nos cinco anos seguintes.
“Em 1981, a população de Macau era composta por 248 mil pessoas e no final de 2014 atingiu as 636 mil. Em 33 anos cresceu 1,6 vezes”, disse, observando o rápido desenvolvimento económico registado nas últimas décadas e respectiva necessidade de mão-de-obra importada, cujo reflexo se fez sentir no aumento do número de pessoas a viver no território.
Dados divulgados esta semana indicam que Macau superou, em Junho, a barreira dos 180 mil trabalhadores não-residentes, a maior parte proveniente do interior da China e absorvida por sectores relacionados com os casinos – seja na construção dos mesmos ou na operação dos hotéis e restaurantes –, e representando 44,5 por cento da população activa.
Lau Pun Lap observou que após a actual fase de expansão do jogo no território – quase todas as operadoras têm casinos em construção até 2017 – poderá haver ajustes na necessidade de importação de mão-de-obra.
Na sua perspectiva, o alargamento do horário das fronteiras, nalguns casos estendido até 24 horas, desde Outubro do ano passado, “criou melhores condições" para estes trabalhadores viverem no interior da China, permitindo aliviar a pressão em Macau, “incluindo nas rendas das habitações pagas pela classe média”.
“Segundo dados estatísticos, 60 por cento desses trabalhadores vivem em Macau, mas antes do funcionamento da fronteira 24 horas viviam 80 por cento. A tendência vai ser reduzir os que vivem na região para 50 por cento ou talvez 40 por cento”, afirmou.
Outro incentivo para aligeirar o crescimento populacional, segundo Lau Pun Lap, é a responsabilidade assumida por algumas operadoras de jogo de garantirem o transporte dos seus trabalhadores não residentes entre Macau e a fronteira com a China.
“Temos de ter uma ideia mais inter-regional e não só dentro das fronteiras”, frisou.
O mesmo responsável admitiu que Macau vai continuar a necessitar de importar mão-de-obra para fazer face às necessidades, seja na indústria do jogo ou noutra indústria emergente, com base na defendida diversificação económica.
“Macau vai ainda depender muito dos trabalhadores não-residentes porque não há suficiente população activa local. Talvez precise de uns 200 mil, mas é difícil dizer se esse número é certo no futuro", apontou.
Não obstante, salientou a necessidade de optimizar o actual mecanismo de saída de trabalhadores não residentes, tal como consta no relatório, onde é sugerido aperfeiçoar o respectivo diploma legal.
“Os trabalhadores não-residentes são o último recurso, mas sempre com uma gestão reforçada”, disse.
Em paralelo, colocou a tónica na “maximização das potencialidades da mão-de-obra local”, através da educação, e do regresso de residentes qualificados actualmente a residir no estrangeiro, tendo sugerido a adopção de medidas para permitir às mulheres conciliarem a carreia e filhos e aos seniores com mais de 55 anos poderem continuar a trabalhar.
Segundo o estudo, em 2025, a população de Macau terá uma esperança média de vida de 84,6 anos e 16,3 por cento dos habitantes terá mais de 65 anos. Já a taxa de fecundidade está estimada em 1,87 crianças por mulher.
O coordenador disse ainda ser “possível” que o território consiga absorver os 750 mil residentes em 2025, se entretanto forem optimizadas áreas como a habitação e trânsito.
Macau tem previsto cinco novos aterros, ainda sem data de conclusão, os quais vão acrescentar 3,5 quilómetros quadrados aos actuais 31,3 quilómetros quadrados."

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Curtas metragens e momentos inesquecíveis: SIDNEY *

* Já o devo ter escrito: estes são momentos do MEU inesquecível - directo, vivido. Neste caso, o mais longe de Portugal que conheci, ou tentei conhecer, sobretudo, à procura de portugueses que me falassem das suas experiências. Leia, onde encontrar, ENTRE VISTAS nos Arredores das Montanhas Azuis, numa biblioteca "perto de si"...




Do lido, o sublinhado (82) - Vergílio Ferreira in CONTA-CORRENTE



"... se não escrevo, que é que vou fazer do facto de estar vivo? Mas confesso que é já difícil inventar essa necessidade. Mesmo para anotar o meu quotidiano que só vale a pena ser contado se ele for outra coisa para contar."

Velhas notícias que a história fixou (JORNAL NOVO) -12


Memorial do Vento, no PARQUE DOS POETAS, em Oeiras (5)


MACAU: Histórias de Macau, procuram-se


by Ponto Final
A quarta edição do Concurso de Contos do Festival Literário de Macau está oficialmente aberta. Até 30 de Novembro procuram-se histórias que tenham o território como pano de fundo.
1. contos
O Festival Literário de Macau – Rota das Letras promove este ano o quarta edição do concurso de contos. A organização do festival procura textos escritos em Português, Chinês ou Inglês que tenham a cidade ou como pano de fundo ou como protagonista.
Os textos devem ser enviados até ao próximo dia 30 de Novembro e serão lidos por alguns dos escritores que deram corpo à terceira edição da Rota das Letras, após uma pré-selecção realizada por um júri composto por representantes da organização e outros convidados.
Cada concorrente pode enviar um máximo de dois contos com um limite máximo de 3500 palavras em português e inglês e seis mil caracteres em chinês.
Este ano, à semelhança do que sucedeu nas edições anteriores, serão distribuídos prémios pecuniários aos vencedores – um por cada idioma – no valor de 10 mil patacas. Os contos escolhidos serão ainda publicados numa colectânea traduzida nas três línguas. Para além de incluir os textos seleccionados, a obra inclui ainda histórias assinadas pelos autores que visitaram Macau no passado mês de Março.
O novo volume será lançado durante a próxima edição da Rota das Letras e será, posteriormente, colocado à venda na Livraria Portuguesa. As informações detalhadas do regulamento do concurso estão disponíveis na página oficial do Festival Literário de Macau em www.thescriptroad.org

quarta-feira, 29 de julho de 2015

ruadojardim7, na China?

AQUI, na rua do jardim sete, escreve-se, em regra, cinco vezes por semana acerca de Macau. Lê.

在这里,鲁阿Jardim7、写每周0天对澳门.L外国。



Velhas notícias que a história fixou (JORNAL NOVO) - 11


Artigo do fundo: CONTRA A CORRENTE


Para Vergílio Ferreira, MESTRE nestas coisas da escrita, "serviu-lhe" o título genérico CONTA-CORRENTE para, com ele, "desfibrar" a sociedade em que viveu.

Se a inspiração, o olhar de V.F., foi suficiente, tê-lo-a sido para o tempo que viveu e para a personalidade que revelou. Mas quem sou eu?... Eu acho que, AGORA, o mundo está a precisar de quem se insurja e escreva CONTRA A CORRENTE, que (primeira aproximação pessoal, aqui, num jardim, num banco de jardim, que se pretende plural ...), que, no caso português, acredita-se, começou com o filho a bater na mãe... Com razão, dir-se-á na análise histórica, mas à RUA isso não interessa, o que é relevante, eventualmente relevante, é que, em sentido figurado, nunca mais deixámos de viver assim, não só na Lusitânia, mas no mundo que nos é relatado nos manuais que nos foram sendo aconselhados na escola.

Porque é que terão surgido, por exemplo, tantas religiões? Será porque o HOMEM confiou no HOMEM , ou porque foi exactamente o contrário? Ou será que, mais do que aventura, o vencer do desconhecido, foi superior à ganância ou é esta que acaba eleita por ser a grande motora de tudo o que de bom e mau aconteceu à Humanidade?

Cite-se o simples, o muitíssimo simples: quando alguém convida alguém para almoçar em sua casa, está a convidar ou, bastas vezes, a tentar abrir o caminho para qualquer coisa a haver? E agora siga-se, tente seguir-se, este raciocínio de trazer por casa e tente-se, a partir dele, ler a história e as histórias do quotidiano ... Há quem diga, por exemplo, mal dos ciganos, mas, a mim, apetece-me escrever que eles, pelo menos, não enganam ninguém: assim nasceram, assim morrem. Como D. Afonso Henriques, quiçá, que, em nome da Fé, bateu na mãe ... Como, se calhar, terá sido, com outros contornos, desde Adão e Eva.

Numa palavra: o Mundo não é bom, porque o Homem é mau. Geneticamente mau. E tem tanta consciência disso que, quando lhe aparece, por exemplo, um Papa Francisco, como o relatam, abre-se-lhe uma esperança, a esperança de voltar atrás na maior parte do que foram os seus reiterados actos quotidianos. E, em desespero, vai a uma coisa que se chama confessionário - para que possa continuar, de preferência, impune, a praticar os actos que, antecipadamente, sabe errados.

Positiva em tudo: a religião, não pelo diz, mas, eventualmente, pelas obras materiais e exemplos que quis deixar ... Por oposição ao mal genético que encontrou. E que vai continuar - porque a perfeição não existe. Nem este apontamento e outros (inúmeros) que por aí circulam lhe vai dar uma vida nova. Eu bem vou ouvindo, por exemplo, os telejornais que os Tempos Modernos nos trouxeram, mas nada ... Nada mesmo. Experimente-se, já não digo, ler a história, mas comparar a história das histórias que nos foram contadas ... Ganhou-se, deixe-se que ouse, o poder dizê-lo, por exemplo, AQUI, "nesta coisa" ... Duvido, também por exemplo, que, quando D. Afonso Henriques bateu na mãe isso tenha sido do imediato conhecimento público ... O que se conheceram com alguma rapidez foram, por certo, as consequências práticas do acto ... Quiçá, vendo bem, o que teremos ganho foi velocidade: a guerra, HOJE, acontece numa ponta do mundo e, "na hora", sabe-se na outra ponta ... Mas. em regra, pouco se passa que modifique o Homem. E aí é que está o ponto. Experimente-se, entretanto, listar o que, à vossa volta, e sem opinião alheia conhecida, se acha que está errado ... E talvez se conclua que, para tentar um mundo melhor, ter-se-ia que recuar ao Adão e Eva...

Quem matou Cristo e porquê? - a pergunta continua válida, diz-se aqui no jardim.

Memorial do Vento, no PARQUE DOS POETAS, em Oeiras (4)

Florbela Espanca

Macau: Exportações aumentaram 9,2% no primeiro trimestre





by
 Ponto Final
"Nos três primeiros meses deste ano, o valor das mercadorias exportadas por Macau aumentou 9,2 por cento para as 2,7 mil milhões de patacas, segundo os dados divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Economia sobre o comércio externo de Macau no primeiro trimestre de 2015.
De acordo com o organismo, o aumento das exportações deveu-se ao bom comportamento da exportação doméstica (que se refere à saída da RAEM de quaisquer mercadorias com origem em Macau) e da reexportação (saída da RAEM de mercadorias previamente importadas sem terem sofrido qualquer transformação)
Ainda assim, o valor das exportações mantém-se muito aquém do das importações, que cresceram três por cento: 22,22 mil milhões de patacas.
A balança comercial de Macau estava assim negativa em 19,52 mil milhões de patacas no primeiro trimestre deste ano."

Sublinhado da responsabilidade de ruadojardim7

terça-feira, 28 de julho de 2015

Arte e xadrez

         " O xadrez possui toda a beleza da arte e muito mais. Não pode ser comercializado. 
                                              O xadrez é muito mais puro do que a arte." 

O PACO e o PACOte

Paco, ao que dizem, é na linguagem dos larápios, a abreviatura de PACOte.

Vem esta alusão a propósito de uma história que um amigo meu me contou há uns 50 anos e a quem, quando se casou, foi oferecido, pelo prometido sogro, um maço de folhas de papel com uns cinco centímetros de altura, que tinha a particularidade de mostrar, à frente e atrás, notas de mil escudos (duas - uma em cima, outra em baixo) a encobrir vulgares papéis de igual formato.

Explicação dada pelo ofertante: agora não posso, mas, na primeira oportunidade, troco-te o miolo do pacote, do PACO, pelas notas de que agora não disponho.

E todos ficaram, e foram, muito felizes.O TE (de pacote) chegou à mãos do meu amigo quando foi possível ...

Em tempo difíceis, com noivos à espera, não de lembranças, mas de "caroço", fica a sugestão - antiga, mas aplicável. E é se querem. Que casar é, deve ser, uma festa para CONSOLIDAR namoros e aproximar amigos e famílias.

Viver Santo António dos Cavaleiros

D' OVIDO * no jardim




* "Onde vandes mostrai o que sandes"






Vergílio Ferreira, hoje, apanhado no ar, por um dos habituêz:

- Você repete-se muito.
- Pois. Mas se não me repetisse, quem é que iria reparar no que digo?

O filho da ti Albertina, que sabe que o seu partido não vai ganhar as eleições:

- Vejo-me grego para governar a velha ...

O Manel, jardineiro, que sempre que pode esconde a vassoura:

- Isto tem é chefes a mais ...

O Zé da Ernestina, que faz a barba de vez em quando:

- Olha-me ele, o janelas ... Vai trabuquir malandro ...



Soltas

Restos de um Tortosendo que foi têxtil, fabril e febril, mas parece não ser capaz de "dar a volta", a não ser que a Covilhã, de tanto querer crescer, absorva o seu espaço e, o que foi vila, fique, simplesmente, bairro da cidade universitária que, a seu lado, se expande ... Quem sabe se um Sporting (da Covilhã) e um Benfica (do Tortosendo), paredes meias ... No mesmo (grande) perímetro urbano.

Curtas metragens e momentos inesquecíveis: Praça Vermelha, em Moscovo (12)


A História é a História: na altura em que aqui estive ("Cortina de Ferro"), havia (agora não sei...) uma fila enorme para ver os bens guardados restos mortais de Lenine e, não muito longe, e, nas traseiras da Praça Vermelha, inesquecíveis (miseráveis, na época) Armazéns do Povo, hoje, ao que dizem, Centro Comercial de luxo...

Velhas notícias que a história fixou (JORNAL NOVO) - 10


Memorial do Vento, no PARQUE DOS POETAS, em Oeiras (3)


MACAU: Contratos renovados a quatro juízes portugueses





by 
Ponto Final
Por ordem executiva do Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, foram ontem renovados os contratos de quatro magistrados portugueses. Um deles é Rui Ribeiro, juiz presidente do Tribunal Colectivo dos Tribunais de Primeira Instância, que vê o contrato renovado a partir do dia 15 de Outubro deste ano.
Quanto aos restantes, tratam-se de Jerónimo Santos, Mário Meireles e Ana Meireles, que viram renovados os seus contratos como juízes dos Tribunais de Primeira Instância. A decisão do Chefe do Executivo tem efeitos a partir do próximo dia 1 de Setembro.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

O COMMUNITAS e o Colégio Universitário Pio XII



Recordando o padre Joaquim de Aguiar

 | 24/10/20
"Na madrugada do primeiro dia de Outubro, faleceu o padre Joaquim António de Aguiar. Pela marca e obra que deixou a sua morte não merecia o silêncio, nem a sua memória tão repentino esquecimento.
Comemoraria 90 anos, a 3 de Janeiro próximo. Natural do concelho de Penedono, professou a vida religiosa na Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria (Missionários Claretianos). Foi, sobretudo, um homem de cultura, portador de uma visão que se não confinava nos estreitos limites do presente. De uma determinação coriácea, animada por uma vontade inquebrantável, conseguiu - com muitos dissabores e alguma incompreensão - fundar, em meados do século passado, o primeiro Colégio Universitário em Lisboa, como resposta às necessidades das famílias da província e do então Ultramar, cujos filhos demandavam a Universidade e careciam de estruturas de apoio logístico e de enquadramento pedagógico e humano. Assim nasceu o Colégio Universitário Pio XII, em terrenos confinantes com a Cidade Universitária. Foi bem mais do que a sua obra maior. Foi, sobretudo, a devoção da sua vida inteira. Concebeu-o e criou-o sonhando um país mais desenvolvido, mais culto e, consequentemente, mais livre. Quis incutir em cada aluno este espírito e esta ambição. Para tanto, dotou o Colégio de uma vida cultural fervilhante, convertendo-o num espaço de discussão e debate para onde concorreram todos os grandes intelectuais do tempo. Com uma notável percepção do Mundo e do futuro, conseguiu proporcionar aos alunos - em plena década de 60 - o acompanhamento do movimento europeu que emergia como a grande esperança de paz na Europa do pós-guerra. Para tanto, promoveu os Encontros Europeus de Universitários, que perduraram durante anos, difundindo as bases estruturais do pensamento europeu que substantiva a Europa que hoje somos.
O padre Aguiar dirigiu o "Pio XII" (como era conhecido pela comunidade académica) com uma autoridade indiscutida, fundada na liberdade responsabilizadora de cada aluno. Concomitantemente com esta sua missão, fundou muitas outras instituições, animou movimentos de leigos, criou associações, promoveu academias, organizou, realizou e agiu num ritmo ciclópico, impelido por uma energia interior de uma fecundidade verdadeiramente ímpar.
Discreta e serenamente, cruzou-se com a História em momentos decisivos com a inquietude que o mobilizava para a intervenção cívica. Não aceitava a passividade e não gostava do protagonismo. Tinha uma relação quase que sobranceira com o Poder, traduzida pela distância e pela independência. Não pedia, exigia; não suplicava, reclamava; não vacilava, ia em frente. O porte hirto de uma certa fidalguia provinciana transparecia na sua forma de encarar os poderosos, expressa por uma voz grave e decidida, adornada pelo sotaque característico que nunca chegou a perder. Talvez por isso, e também pela sua coragem e determinação, o Colégio ultrapassou todas as fases conturbadas das vidas nacional e académica sem crises, nem agitações, nem perseguições de qualquer espécie.
Sói dizer-se, em circunstâncias semelhantes, que Portugal fica mais pobre. No caso do padre Aguiar o que verdadeiramente releva é o que Portugal ganhou com a sua vida."


Acabo de receber (depois de um longo interregno) e agradeço muito, e muito aprecio, o COMMUNITAS - Jornal do Colégio Universitário Pio XII, Mas, mas, uma vez mais, não leio uma palavra que lembre (pode ser falha minha, enquanto leitor) o, para mim, saudoso PADRE AGUIAR, que tanto se deu ao "seu" Colégio Universitário. Lamento! Deus vos perdoará, se for o caso.Que a INTERNET, essa, teve quem o recordasse, como se pode ler acima.

Almeida Serra, do elevador do Diário de Notícias ao último piso do Montepio

Caro Almeida Serra, como me alegra continuar a saber-te em lugares de grande responsabilidade pública. Vais-me permitir, por isso, que lembre aqui, neste espaço em que talvez não esperes encontrar-me (acredito que alguém amigo acabará por to citar ...), para lembrar os tempos em que, NOTÁVEL (livro de estudo aberto) conduzias, do r/c ao 4º andar, o elevador manual do edifício do Diário de Notícias, onde, paquete que eras, não "vias" ninguém, enquanto, com o traseiro, conduzias as pessoas aos diferentes pisos. Por outras palavras, foste, espero que tenhas sido sempre, alguém, que, no verdadeiro sentido da palavra (se não houve política posterior a ajudar-te), subiu a pulso ao (aos) lugar (es) que ocupas e/ou tens ocupado (ministro do Mar, creio, também). Este escrito é, pretende ser uma homenagem, simples embora, AO TRABALHO E À PERSISTÊNCIA - que, em ti, espero sem mácula.

Um abraço, com a cordialidade que, acredito, imaginas.Estou no que escrevo - agora, AQUI.A caminho dos 80 (anos, que mensagens são, para além de livros, cerca de oitocentas - neste espaço).

"José de Almeida Serra alerta que Portugal terá, em 2050, cerca de dois activos por reformado. Uma estatística que “economicamente não parece sustentável”. O responsável sublinha que mesmo nas mutualidades não há dinheiro a fundo perdido, considera que o Estado Social não está condenado ao desaparecimento e sugere a criação de um novo modelo para o regime da Segurança Social para fazer face ao envelhecimento da população.
Todas estas questões surgem no âmbito do Seminário “Envelhecimento da População: consequências económicas, sociais e organizacionais”, que se realizou hoje no Auditório do Montepio, em Lisboa.
José de Almeida SerraJosé de Almeida Serra
Administrador do Montepio e conselheiro do Conselho Económico e Social
O aumento da esperança média de vida, associado à diminuição das taxas de fertilidade, conduzirá muitos países europeus, incluindo Portugal, a um considerável envelhecimento da população. Em termos genéricos, quais as consequências económicas, sociais e organizacionais do envelhecimento da população?As consequências são enormes, qualquer que seja a óptica de apreciação. Historicamente acontecia ao Homem o que acontecia a qualquer outro animal: morria cedo e morria depressa, sem causar grandes despesas aos descendentes, tradicionalmente único sustentáculo na velhice. Por isso, as famílias tinham muitos filhos, que não eram um peso económico, constituindo, antes, uma garantia para o futuro. Em Portugal ainda era assim nos anos de 1940 e 1950."

Mensagem aberta aos mais crescidos

Lida a mensagem anterior ...

Ah, os mais novos já não ouvem canções de embalar, ou cedo as põem de lado?... É, então, talvez a altura de os mais velhos, sexual e eventualmente gastos, comerem, beberem e GOZAREM, dando aplicação prática ao velho ditado que reza: "Quem vier atrás que feche a porta"...

Ah, querem gozar cedo, comprometendo-se o mínimo e antecipando o futuro - haja o que houver? ... Pois, que assim seja!...

Portanto, Amigos Veteranos, Amigos das Normalidades Conquistadas, força onde a força vos valha, que alguém há-de fechar a porta ... Lutem pela paz, claro! Mas... Mas preparem-se para a "guerra". Invistam em vós.  A menos que, como é óbvio, sintam nos mais novos profunda vontade de SE CUMPRIREM, de acordo, não diria com as ideias do Papa Francisco, mas com EQUILÍBRIO E BOM SENSO, que é coisa que começa a faltar nesta sociedade de consumo - que nos consome.

Entretanto, à cautela, sugere-se um Zé Povinho (ou equivalente) à cabeceira. Quem as fizer que as pague.

Enquanto não chega o grande debate público sobre o assunto.

COLABORAÇÃO EXTERNA (117): Menos casamentos, mais uniões de ... Vem aí o "fast" f ...?



"O número de casamentos em Itália tem diminuído gradualmente nos últimos dez anos, ao passo que as uniões de facto e as crianças nascidas fora do casamento aumentaram, revela um estudo sobre a família recentemente publicado pelo Instituto Nacional de Estatística italiano (Istat). Uma tendência, diz este organismo, que aproxima a família média italiana dos restantes países europeus e confirma a perda de influência da igreja católica. 
De acordo com os dados do Istat, o número de casamentos celebrados em 2005 foi ligeiramente superior a 250 mil, número em constante diminuição desde 1972, ano em que o número de uniões se elevava a cerca de 420 mil. 
O fenómeno das uniões livres, por seu lado, tem conhecido uma "expansão rápida, mesmo que menos representativa relativamente a outros países europeus", levando os seus autores a concluir que "a aceitação social da união de facto como família alternativa ao casamento aumentou nos últimos anos". 
Resultado do aumento do regime das uniões de facto, o número de crianças nascidas fora do casamento representa quase 15 por cento do total de nascimentos, (cerca de 80 mil), praticamente o dobro daqueles que se registavam há dez anos (8%). O casamento religioso recuou em igual proporção: mais de um em cada três casamentos é hoje efectuado no registo civil (32,4%), percentagem quer era inferior a 20 por cento há uma década. O número de separações (80 mil por ano) e de divórcios (45 mil) está igualmente em "constante acréscimo", sublinha o Istat. 
Estes resultados foram divulgados numa altura em que se instalou em Itália uma acesa discussão sobre o reconhecimento jurídico da união de facto dos casais heterossexuais e homossexuais, através de um projecto de lei avançado pelo governo, muito criticado pela direita e fustigado pela igreja católica e pelo Vaticano. 
"Estes números confirmam que a família italiana se tem aproximado da "família média europeia" no que se refere à estabilidade conjugal", diz Chiara Saraceno, socióloga da família na Universidade de Turim. 
Mas a grande diferença que demarca a Itália do resto da Europa, diz esta investigadora, é o facto de "os jovens continuarem a viver com os pais até ao casamento", que ocorre habitualmente aos 32 anos para os homens e aos 30 para as mulheres, explica Saraceno. 
Este fenómeno explica-se nomeadamente pela dificuldade dos jovens italianos em encontrarem um trabalho estável e pelos preços elevados das casas. O estudo do Istat confirma igualmente, segundo esta socióloga, a contínua perda de influência da igreja católica sobre a vida privada dos italianos, observada desde os anos 60. 
"A igreja já não possui influência sobre o comportamento sexual dos italianos, inclusivamente os católicos. A maioria dos casais recorre a meios de contracepção e têm relações sexuais antes do casamento", refere Saraceno, sublinhando que a instituição continua, no entanto, a ter uma "grande influência no discurso público", como ficou provado no recente debate sobre a legalização das uniões de facto."

As perguntas: PARA ONDE VAMOS? QUE GERAÇÃO VEM AÍ?

Temos o fast food, sim. Preparamo-nos para quê?...Para o fast f...?

Do lido, o sublinhado (81) - O MEU IRMÃO, de Reis Cabral (4)

"Viver sem retribuir é inútil, mesmo que a retribuição seja insignificante: a senhora que aprende ponto cruz no You Tube porque ninguém a ensinou, o professor que tenta decifrar um incunábulo, o empregado que aumenta a dosagem e a pressão da máquina para tirar melhor o café da cidade, o revisor de provas que não quer perder uma gralha e para isso cansa os olhos porque elas voam e pousam sempre em palavras diferentes, o motorista do autocarro que faz as curvas com suavidade, o calceteiro que martela a pedra estritamente dentro do desenho, enfim, algum gesto que distinga pela excelência, mesmo em circunstâncias corriqueiras."

Velhas notícias que a História fixou (Jornal Novo) - 9


Memorial ao Vento, no PARQUE DOS POETAS, em Oeiras (2)

JOSÉ RÉGIO, vizinho, em Portalegre, da "retratada"...

MACAU: Governo admite discutir medidas de austeridade




by Ponto Final
Com as receitas dos casinos a cair há mais de um ano de forma consecutiva, o secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, afirmou no sábado que o Governo poderá discutir a aplicação de medidas de austeridade, se as receitas angariadas pelos casinos em Julho não corresponderem ao esperado para este mês: 18,35 mil milhões de patacas.
"Baseado nas nossas projecções, as receitas de jogo deste mês podem ser inferiores a 18 mil milhões de patacas. Se assim for, não alcançaremos o nosso objectivo de 18,35 mil milhões [que o Executivo ainda espera que se possa verificar, já que tradicionalmente o Verão traz mais turistas a Macau] e nesse caso talvez devamos começar a implementar medidas de ajustamento. O Governo vai reunir-se no início de Agosto e fazer uma apresentação ao Chefe do Executivo antes de proceder à adopção de medidas", sublinhou o responsável aos jornalistas, à margem de um encontro com jovens e em declarações divulgadas pelo TDM News, o serviço noticioso em língua inglesa da Teledifusão de Macau.
Além das medidas de austeridade que podem ser aplicadas aos gastos do Governo, o responsável também admitiu que o impacto da contracção das receitas também se possam fazer sentir de outra forma na economia: "Não podemos garantir que a taxa de desemprego não vá subir além dos actuais 1,8 por cento. Como todos sabemos, a taxa de desemprego tem oscilado entre 1,7 por cento, 1,8 por cento e dois por cento, o que é ainda um valor baixo em comparação com outros países e mesmo regiões vizinhas", completou o secretário para a Economia e Finanças.
No entanto, o governante mostrou-se optimista na capacidade para a economia se adaptar e reabsorver trabalhadores noutras áreas que não os casinos: "Acreditamos que com a emergência de mais sectores não relacionados com o jogo vão surgir mais empregos disponíveis para os jovens”, considera Lionel Leong Vai Tac."

domingo, 26 de julho de 2015

Dia Mundial dos Avós *


                           Tive um avô, muitas rugas e cajado de doutor
                           Grande domador de ovelhas, em longas madrugadas
                           Irmão d'outro, hábil, certeiro, destro lenhador
                          Q'acendia a fogueira com seus nadas ...

                                * Para os avós da Beira Interior, em particular

Velhas notícias que a história fixou (JORNAL NOVO) - 8


CORETO: No ano do centenário do nascimento de Edith Piaf



Memorial ao Vento, no PARQUE DOS POETAS, em Oeiras (1)














































MACAU: Nota negativa ou positiva ao papel de Jorge Sampaio em Macau?


Sampaio não resistiu ...

by Ponto Final
Nuno Lima Bastos e Sérgio de Almeida Correia dão nota negativa ao desempenho de Jorge Sampaio relativamente a Macau. Os dois advogados criticam, sobretudo, a margem de manobra dada a Rocha Vieira. Os causídicos consideram que Macau não justifica o prémio Nelson Mandela que Sampaio hoje recebe.
João Paulo Meneses
"Jorge Sampaio, que foi para Sérgio Almeida Correia quem “melhor desempenhou o cargo” de Presidente da República Portuguesa no pós-25 de Abril, teve em Macau “um acidente de percurso”.
O advogado fala mesmo em “desempenho infeliz” no que diz respeito ao processo de transição de Macau, mas admite, ainda assim, que a forma como foi gerida a recta final da presença portuguesa em Macau ”não ofuscará o brilho e o mérito da sua acção cívica e pedagógica”.
Correia, que regressou a Macau ao fim de alguns anos de ausência, explica que Sampaio falhou “naquilo que ficou aquém e que podia e devia ter corrido muito melhor e só não correu por falta de adequada informação”.
Em jeito de balanço ao que foram os últimos três anos de administração portuguesa, o advogado diz ao PONTO FINAL que “a transição de Macau correu mal e assim-assim naquilo que dependia só de nós. Correu bem no que dependia de Portugal e da China”.
É neste aspecto que Sérgio Correia de Almeida responsabiliza o então Presidente português, que “disso não se apercebeu ao longo do processo porque lhe faltaram interlocutores à altura, gente que tivesse a noção do tempo e tivesse olhado para a língua, a justiça, o direito, com olhos menos economicistas. E que tivesse sabido tirar partido colectivo, e não pessoal, das circunstâncias”.
“Tudo se permitia ao general”
Visão muito semelhante tem Nuno Lima Bastos. O também causídico lembra que “era apoiante de Cavaco Silva” e que chegou a fazer campanha pelo actual presidente da República: “A vitória do candidato socialista foi uma desilusão para mim. Em todo o caso, à medida que a minha opinião sobre o então governador Rocha Vieira se foi deteriorando, comecei a ver com melhores olhos o facto de presidente e governador serem de quadrantes políticos diferentes. Infelizmente, também neste ponto me desiludi”, confessa.
Nuno Lima Bastos explica ao PONTO FINAL que a percepção que foi ganhando da postura de Jorge Sampaio em relação ao território “era de que, em nome da ‘estabilidade’, tudo se permitia ao general”. Cita o facto do governador conviver “muito mal com a crítica, tanto que, em quase nove anos de mandato, nunca concedeu uma única entrevista aos meios de comunicação locais. (…) Eram também do conhecimento público diversas retaliações do governador contra jornais locais ou trabalhadores da administração pública que o ‘incomodavam’, por exemplo”.
O antigo jurista da Assembleia Legislativa e da Direcção dos Serviços de Correios entende sobretudo que Jorge Sampaio foi uma figura ausente na recta final do período de transição: “Tudo me pareceu passar sempre ao lado de Jorge Sampaio”. Se Nuno Lima Bastos consegue “compreender” que Sampaio tenha resistido a substituir Rocha Vieira pelo seu assessor Manuel Magalhães e Silva, diz ter mais dificuldades em perceber “a falta de fiscalização concreta sobre uma governação que, manifestamente - e faça-se o contraponto com Chris Patten em Hong Kong -, não estava a deixar aos futuros senhores do território grandes exemplos de exercício político democrático”.
Lima Bastos fala em “tolerância” relativamente ao trabalho do governador, dando mais dois exemplos: o “gravíssimo episódio da Fundação Jorge Álvares ou da repressão dos praticantes da Falun Gong em frente ao Hotel Lisboa na manhã do próprio dia do “handover”, perante jornalistas de todo o mundo e depois de Sampaio ter dado instruções expressas para que todas as manifestações pacíficas fossem permitidas nesses derradeiros dias de domínio português”. Nesse sentido, Nuno Lima Bastos não entende porque razão Jorge Sampaio acabou por “condecorar Rocha Vieira com o Grande Colar do Infante, uma distinção reservada a chefes de Estado”.
Nuno Lima Bastos conclui o depoimento que prestou ao PONTO FINAL com uma pergunta e uma resposta: “Sampaio deu um importante contributo para a transição de Macau? A esta distância dos acontecimentos, parece-me que pouco mais fez do que deixar as coisas andarem... É pouco, convenhamos.”

Sampaio resistiu ...

Que contributo deu Jorge Sampaio na transição de Macau entre Portugal e a República Popular da China? Os direitos humanos, responde Magalhães e Silva.
João Paulo Meneses
A Organização das Nações Unidas justifica a atribuição do Prémio Nelson Mandela, que hoje é entregue a Jorge Sampaio, com o papel que o antigo presidente português protagonizou na transição de Macau para a República Popular da China.
Que papel foi esse, visto a 16 anos de distância?
Magalhães e Silva, que foi conselheiro de Jorge Sampaio para as questões de Macau, não tem dúvidas. Em declarações ao PONTO FINAL, o antigo secretário-adjunto para a Justiça destaca “a questão dos direitos humanos, cujo estatuto, no pós-1999, era ponto de honra para Portugal e, toda a gente o sabia, também para Sampaio”.
Ainda assim, foi uma luta muito difícil. Se “chegado à transição, Macau dispunha de toda uma regulamentação dos direitos humanos, que honrava a tradição portuguesa e ficava como um legado, pelo menos, para cinquenta anos”, a afirmação de uma tal legislação implicava contrariar nomeadamente o próprio governo de Macau, reconhece Magalhães e Silva.
O antigo consultor do ex-chefe de Estado lembra que “quando Sampaio, em Março de 1996, toma posse como Presidente da República, estávamos a três anos e dez meses da transferência para a RPC do exercício da soberania sobre Macau”.
“Nos cinco anos anteriores, desde a exoneração de Carlos Melancia, a República beneficiava do silêncio mediático resultante do acordo Cavaco/Soares sobre a nomeação de um sucessor, que, cumprindo o trato, manteve o território fora da ribalta jornalística”, descreve Magalhães e Silva, num depoimento solicitado pelo PONTO FINAL.
“Acontece que o silêncio sobre Macau também teve como preço a inexistência de qualquer esforço de abordagem junto da República Popular da China, designadamente no âmbito do Grupo de Ligação Conjunto, de qualquer tema tido como fracturante.”
O mais fracturante, considera Magalhães e Silva, era a questão dos direitos humanos, cujo estatuto, para depois de 99 era tido como um ponto de honra para o então presidente português.
De Março de 1996 “até Junho de 1997, foi impossível fazer progredir a negociação nesta área”, apesar do “empenho e profissionalismo, nunca é demais realçar, de Santana Carlos, que chefiava a delegação portuguesa”, conta o advogado. Magalhães e Silva revela ainda que foi possível, durante esse espaço de tempo, perceber que, para a China “direitos humanos ou era moeda de troca ou continuaria o impasse no Grupo de Ligação Conjunto”.
E o que é que a China poderia querer na mesa das negociações? Compreendendo que a Fundação Oriente era a moeda de troca que a parte chinesa, ofendida com o processo de criação da Fundação, entre Setembro de 1986 e Janeiro de 1987, poderia aceitar, Jorge Sampaio joga a sua cartada.
Magalhães e Silva não hesita em descrever a importância do momento, dizendo que “foi aí que Sampaio entrou directamente”. O então Presidente “impôs que Monjardino deixasse de receber a contribuição anual provinda do contrato de jogo e que uma nova fundação – que passaria para além de 99 [a Fundação para a Cooperação e o Desenvolvimento de Macau, criada em 1998, e que daria origem em 2001 à actual Fundação Macau] – lhe sucedesse nos réditos, mas, podendo apenas gastar os… rendimentos, sem tocar no capital”.
E, sobre este aspecto, Magalhães e Silva faz uma revelação: “As autoridades locais torceram o nariz, pois contavam com a nova Fundação para, em substituição da Fundação Oriente, orquestrarem a sua concepção da defesa e promoção dos interesses portugueses”.
“Mas Sampaio resistiu e impôs a sua visão”, conclui o consultor a quem o então presidente confiou os assuntos da transição. No momento da transferência de administração, a questão do respeito pelos direitos humanos estava regulamentada, com a obrigação de serem respeitados, pelo menos, durante 50 anos.
“Poder-se-ia ter ido mais longe? Seguramente, se aqueles tantos que, à boca da transição, se enrolavam na bandeira das quinas, tivessem, nas décadas anteriores, olhado mais para as gentes de Macau e menos para o que delas se serviram”, conclui Magalhães e Silva.

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