quarta-feira, 11 de junho de 2014

CORETO: Adeus, não afastes os teus olhos dos meus...


Aqui tudo se sabe ... Mas, às vezes, tem que se repetir a leitura ...

  "DENUNCIA O SILÊNCIO E A INFÂMIA A revelação de Manuela Ferreira Leite, em programa televisivo na 5ª feira à noite, foi seguida por um silêncio quase sepulcral. Nenhum dos jornais que se auto-proclamam como "referência" mencionou o assunto. A excepção honrosa foi o jornal i . Pela boca da ex-ministra das Finanças e antiga dirigente do PSD ficou a saber-se que:
1) o governo P.Coelho-P.Portas fez uma reserva oculta de 533 milhões no Orçamento de Estado de 2014;

2) que tal reserva daria para cobrir folgadamente as consequências do chumbo no Tribunal Constitucional. "Ainda sobrariam 200 milhões", disse;

3) que portanto a sanha persecutória do governo contra os reformados, com cortes drásticos nas pensões, não tem qualquer razão de ser;

4) que desconhece a que se destina o enorme "fundo de maneio" de 533 milhões à disposição da actual ministra das Finanças ? "no meu tempo este fundo era apenas de 150 milhões", sublinhou Ferreira Leite (...)."


Obrigado pelo e-mail, caro A.F.

METRO de LISBOA - Desça, pare e veja























































































Notícias de Macau - Actualidade

“A gente é que está no tête-à-tête com o povo ensinando o português”

 by Ponto Final
O mestre Eddie Murphy é um dos embaixadores da cultura brasileira e da língua portuguesa na China, onde vive há mais de 10 anos a divulgar a arte da capoeira.
Cláudia Aranda
A alegria e o jeito para contar anedotas está na origem da alcunha de Edilson Almeida, ou seja, do mestre de capoeira Eddie Murphy, 47 anos, 12 dos quais vividos na China.
O professor de capoeira, que adoptou o nome do comediante norte-americano, é um dos três mestres do Grupo Axe Capoeira, que está presente em 37 países e regiões e reúne 12 mil praticantes. Eddie foi o precursor desta prática desportiva na China, que tem ajudado a divulgar a cultura brasileira e a língua portuguesa em todo o mundo.
Iniciou o seu trabalho na Ásia há mais de 10 anos. Primeiro em Hong Kong, depois em Cantão, Donghuam, Shenzhen e, nos últimos cinco anos, em Macau, onde vive desde 2009.
No próximo fim-de-semana vai ser em português que atletas de diversos países vão comunicar durante o II Encontro Internacional Cultural de Capoeira, no qual cerca de 80 crianças de Macau vão ser graduadas, na presença de mestres de capoeira e professores do Brasil, Canadá, Malásia, Singapura, Indonésia, Filipinas, Rússia, incluindo do mestre Barrão, fundador do Grupo Axe Capoeira.
Nas fotos, junto com o mestre Eddie Murphy estão duas atletas do Grupo Axe Capoeira da Rússia, Ksenia Finoguenova (alcunha Gazela) e Eugenia Ushakova (alcunha Formiga). Do Brasil veio o graduado Rudolfo Calfa (alcunha Titã), que participou no primeiro encontro de capoeira na China, realizado em 2006.
- Qual é a razão do sucesso da capoeira?
Eddie Murphy – O maior sucesso da capoeira na China é a alegria. Os chineses não são tristes, mas são um pouco fechados, e a capoeira ajuda a que se abram mais, se relacionem mais, e como a capoeira está em 150 países, aí é uma outra janela que os asiáticos têm para estarem em contacto com o mundo. O sucesso da capoeira na China é porque é uma disciplina bem disposta, nada imposta. Existe a hierarquia, mas é bem disposta.
- O que há de comum entre a capoeira e as práticas desportivas chinesas?
E.M. – O Kung Fu, o Taishi, na capoeira também temos essa concentração, e temos a música. A capoeira é uma luta disfarçada em dança, os escravos tiveram que disfarçar a luta em dança, para não serem reprimidos. Então existe essa concentração, que tem tudo a ver com o Kung Fu, que é a arte marcial da China. Por aí as artes se identificam.
- Como é que o mestre foi recebido na China há mais de 10 anos?
E.M. – Com muito respeito.Eu já era mestre quando fui para a China, eles por terem o histórico das artes marciais, do mestre, do professor, do aluno, a hierarquia, mesmo sem entenderem mestre do quê eles me respeitavam e assim devagarzinho uns assistiam [aos shows de capoeira], outros entravam, começavam a trazer os amigos. Para mim [a China] foi um choque, a língua, a comida, a escrita, são totalmente diferentes. Mas, a recepção foi boa. A base do sucesso da capoeira na China é o respeito. Eu venho para outro país, tenho que respeitar a cultura desse país, para poder mostrar a minha cultura. O sucesso é esse, sempre respeitei, em todos os países por onde passei, e, a partir daí, as pessoas abrem as portas.
- Existe hierarquia na capoeira? Como é que funciona?
E.M. – Muito. Na capoeira se você é um bom aluno um dia vai ser um bom mestre, tem de aprender para poder ensinar, tem de ouvir para um dia poder falar. São regras básicas que temos na capoeira e a hierarquia é muito forte, em todos os sentidos, o mestre dentro da capoeira é a figura maior, é ele quem comanda a roda, que dá as directrizes.
- A capoeira é uma dança ou é uma luta?
E.M. – A capoeira é como a vida. Quando você acorda de manhã e abre a sua porta não sabe o que vai encontrar lá fora. Quando você vai jogar com o capoeirista você aperta a mão dele, olha no olho dele, às vezes é uma pessoa que você nunca viu na vida, como vai acontecer agora no encontro. Você tem de apertar a mão e sair para jogar, aí você tem que estar preparado, para sorrir, para lutar de verdade, para fazer uma brincadeira, uma acrobacia. A roda da capoeira é a roda da vida, você não sabe o que vai acontecer. Essa magia de não saber o que vai acontecer, de ter de estar preparado para o que der e vier é o que encanta, é “challenging”, é o desafio. A roda da capoeira é isso. Vou jogar com você e não contra você. Pode ser uma luta. Depende dos dois atletas. Se eu não quiser lutar, vou te dar a mão e você vai procurar outro que quer lutar. A capoeira é luta, é dança, é arte, é teatro, é todas essas coisas envolvidas numa arte só. É isso que faz a diferença da capoeira com outras artes marciais. Se hoje jogo com alguém e levo certa vantagem o capoeirista que não levou vantagem vai encarar isso como incentivo para treinar mais, somos movidos pelo desafio. Não existe o vencedor e o perdedor, é um jogo, o jogo não tem fim. Você usa a imaginação, a criatividade, a malícia.
- Porque escolheu fazer capoeira?
E.M. – Nasci de seis meses e meio, prematuro, era fraquinho, aos nove anos comecei a fazer capoeira, porque me apaixonei. As outras lutas, karaté, kung fu, taekwondo são artes que você tem que bloquear o golpe com o corpo. Eu com o meu bracinho magrinho, como é que ia bloquear? Quando vi a capoeira, que já tinha a malandragem, no bom sentido, se alguém chutar você, não tem que bloquear, você pode se esquivar, e a sua defesa é um ataque. Então, na capoeira você usa muito mais a mente do que o corpo, a capoeira foi uma luta criada para o mais fraco vencer o mais forte, essa é a base (...). Na altura, vivia em São Paulo, na periferia. Tinha uma academia perto, só que não tinha condição de pagar. Um dia a minha irmã começou a namorar e o namorado dela era capoeirista, aí eu disse, “se você quer namorar com minha irmã vai ter que me ensinar capoeira”. É o meu mestre até hoje em dia, é a pessoa que me ensinou, o carácter que tenho hoje foi ele que me passou. Com quatro anos perdi minha mãe, com 11 anos perdi o meu pai, a capoeira e o meu mestre me adoptaram, eles me ensinaram tudo da vida. Na zona leste de São Paulo, a percentagem de você ir para o lado errado é muito grande. A capoeira até hoje é uma ferramenta que tira as crianças da marginalidade. Eu sou um desses da zona leste. Sempre que vou ao Brasil, volto lá, as pessoas não acreditam que eu morava ali, eu acreditei em mim, acreditei em quem acreditou em mim, e digo: “vocês têm que acreditar em vocês, se eu consegui fazer diferente vocês também vão conseguir”. Fico contente por hoje ser um exemplo, quero dar essa continuidade para que as pessoas acreditem no seu potencial e possam ter uma vida melhor e diferente.
- Uma das atletas russas dizia que a capoeira para ela é também a música, a língua. Porquê?
E.M. – O estrangeiro assimila mais o que é difícil para ele, é como um desafio, aprender a língua, entender mais a cultura, na capoeira não tem como você não aprender a língua. Pelo menos dentro do nosso grupo Axe Capoeira, as meninas [as atletas russas] vão fazer teste para uma “Corda” já graduada [sistema de graduação na capoeira] então elas têm que falar português. Acredito que o ser humano é movido pelo desafio, de nascer, de andar de gatas, caminhar, correr, voar. Na capoeira temos todos esses desafios, você começa devagar, daqui a pouco você está voando, está fazendo um salto, cai, se machuca, volta para desafiar outra vez, tem o incentivo do grupo, do professor que não deixa a pessoa desistir e isso a pessoa usa na sua vida. A capoeira é uma filosofia de vida, costumo dizer que desde que eu acordo estou jogando capoeira, consigo colocar a capoeira dentro da minha vida, fazer amigos, nunca desistir, lutar sempre. Os estrangeiros pegam nisso com mais afinco, para poderem compreender a cultura, a dança, a língua portuguesa. Hoje em dia a capoeira está muito forte fora do Brasil, está muito mais organizada. Ontem estava na embaixada brasileira e o embaixador disse: “já tenho um representante, você é o embaixador do Brasil, quem está mostrando a cultura é você”. E na verdade é. Gilberto Gil fez um livro que fala que em todos os países onde ele chegou o capoeirista estava lá, o capoeirista é que divulgava a língua portuguesa, a cultura. Por esse lado é verdade. A gente é que está no tête-à-tête, cara a cara com o povo, está mostrando a cultura e ensinando o português.
- Qual a importância da capoeira no mundo?
E.M. – Acho que a capoeira se tornou tão grande que não dá para incluir só uma nacionalidade. As pessoas viajam de toda a parte do mundo para participar num encontro de capoeira, falam português através da capoeira, dedicam a vida inteira à capoeira, é uma ferramenta que muda as pessoas, que faz as pessoas pensar melhor, a cuidar do corpo, a fazer amizades, a cuidar uns dos outros. É muito educacional. Um dos planos para o ano que vem aqui em Macau é introduzir a capoeira nas escolas chinesas, o que pode ajudar a preservar a língua portuguesa, porque eles vão ter que falar português, e abrir uma outra janela para através da capoeira eles possam se ligar ao resto do mundo.
- Veio da China Continental para Macau. O que encontrou?
E.M. – Em 2009 me chamaram para trabalhar em Macau, estava há cinco anos na China, e não conhecia. Cheguei a Macau e me apaixonei, me identifiquei muito. Qual de nós que falamos português não se identifica com Macau? Em qualquer esquina posso encontrar um restaurante português e falar português, ver as placas em português e a comunidade, principalmente a comunidade portuguesa, é o motivo de eu estar aqui hoje. Os meus melhores amigos são portugueses, a comunidade portuguesa me abraçou e me ajudou demais, tenho sempre que agradecer isso. É esse o sucesso da capoeira em Macau.

Os bastidores de Alfama Junho 14 ( 3 )

































































































O teatro de Lisboa. Os bastidores de Lisboa. A luz de Lisboa. A alegria de Lisboa. A simplicidade de Alfama. O prestígio de Alfama. A marcha de Alfama. O espectáculo pagão dos Santos Populares que animam Lisboa. O cheiros da cidade alfacinha que, quando Junho vai a meio, se mastigam por todo o lado. As janelas floridas. As janelas onde se assam sardinhas. Os palavrões-orações. Os altares. Esta Lisboa que eu amo. Sem rezar.




















terça-feira, 10 de junho de 2014

Aguarelas de Lisboa


Ainda o MULTICOOL de S.A.C. 2014 - As ginastas

"Curtíssima metragem"

A alegria em pirâmide, 
mas também uma palavra de grande simpatia e apreço para Organização do Certame, que, como sempre, foi incansável






































































Cravos de papel

Bem falam os do tacho
Em Dia de Portugal
Calam-se os sem penacho...
- Que remédio, Marcial!...

Para um cravo de papel

Vergílio Ferreira

O mais grave no nosso tempo não é não termos respostas para o que perguntamos - é não termos  mesmo perguntas.

Fotografia (Lisboa-Terreiro do Paço)


Notícias de Macau - Actualidade


“Se não me tivesse entrevistado não sabia que era o Dia de Portugal”

 by Ponto Final
Comem bacalhau, festejam o Natal e torcem por Cristiano Ronaldo. Neste 10 de Junho o PONTO FINAL foi conhecer aqueles que constituem a maioria da comunidade no território – portugueses com sangue chinês.
Ariana e Manuel já perderam a conta às vezes que tiveram de responder à pergunta, repetida quando se apresentam: “Fala português?”. É que apesar de o seu nome denotar o contrário, Ariana Lopes Monteiro e Manuel Jacinto dos Reis têm o passaporte e o bilhete de identidade mas nunca visitaram Portugal e não falam a língua. Uma contradição visível sempre que têm de responder à pergunta. E que incomoda pelo menos Ariana.
“Quando me perguntam se falo português e digo que não, é embaraçoso”, ri a recém-licenciada de 24 anos. “Por isso há dois ou três anos senti que devia voltar a aprender. Para mim isso tem que ver com a minha identidade”, explica, em inglês, sobre a língua materna do avô.
Deixar de falar português dentro de casa foi uma questão prática – a mãe, chinesa, achou ser mais útil que a filha falasse a língua do dia-a-dia.
“Quando ela era pequena a minha mulher disse-me: ‘Nós vivemos em Macau e ele devia estudar chinês’”, justifica o pai, Albano, que deixou de falar português em casa num momento que também coincidiu com a transferência de soberania em 1999.
“Hoje é uma grande diferença. Antes falava no serviço, mas quando houve o regresso à China tudo mudou bastante”, recorda Albano, reformado, em português.
Na prática isso significa que aprender a língua passou a ser um esforço.
“Não ouvimos a língua no dia-a-dia, na rua, e para a recuperarmos temos de fazer algum sacrifício para ter algo que antes era feito facilmente”, diz Miguel de Senna Fernandes, um dos organizadores dos colóquios da identidade macaense.
O também advogado dá um exemplo muito próximo de si: o da casa de um amigo de infância onde sempre se falou português – Miguel com os pais do amigo e destes com os filhos – mas em que tudo mudou quando o amigo de Senna Fernandes constituiu família casando-se com uma chinesa. “Os filhos não estudam português e por isso ele fala com eles em chinês e mesmo os avós tiveram de o fazer. É uma revolução total”, conta.
Por vezes, essa decisão é lamentada pelos filhos.
“Hoje pergunto ao meu pai porque não me ensinou português. Quando era pequeno não gostava de aprender por causa da gramática, mas agora penso que o deveria ter feito”, lamenta Manuel Reis.
Henrique Silva, filho de macaense, é da mesma opinião – é que, apesar de perceber a língua, tem dificuldades a ler e a falar.
“Quando era pequeno achava que não era tão importante aprender, mas agora digo que sou português e como não falo tão bem sinto-me envergonhado”, diz. No entanto, apesar disso, Henrique mantém hábitos portugueses – sobretudo à mesa. Aliás, como todos os entrevistados pelo PONTO FINAL. Albano Monteiro cozinha arroz de marisco e de pato, Manuel lembra o bacalhau que come em casa e Henrique confessa que às vezes se baralha.
“O meu pai [que é macaense] cozinha pratos portugueses e macaenses e por isso às vezes fico confundido entre eles”, confessa depois de tentar enumerar os petiscos comuns na cozinha da família.
Português ou macaense?
Já se para alguns – mais novos – Portugal é mais distante, no caso da geração de Albano, 52 anos, a resposta é rápida. Diz-se português e, sem surpresa, atira logo quando se fala de futebol: “A família toda é da selecção”.
A filha confirma a ligação ao país.
“Não me identifico com a China nem com os chineses. Tenho mais orgulho em ser portuguesa. Na minha opinião, Macau estava melhor sob a Administração portuguesa, apesar de agora estar mais seguro”, diz Ariana, que reconhece, no entanto, que não acompanha a actualidade portuguesa.
“Está tão longe de mim. Vivo em Macau e por isso o que acontece à minha volta é mais importante”, justifica. Já para Henrique, as notícias de Portugal vêm através do pai, que lê os jornais portugueses religiosamente.
No caso de Manuel, macaense, a relação com Portugal não é tão forte.
“Tenho passaporte, mas francamente não tenho nenhuma relação com Portugal. Nunca estive lá. Descrever-me-ia como macaense e não como português”, diz.
Na opinião de Miguel de Senna Fernandes, este afastamento será a postura da maior parte dos portugueses de Macau.
“A maioria das pessoas de nacionalidade portuguesa é de etnia chinesa. São juridicamente portuguesas, pois têm o passaporte, mas culturalmente não o são. Estão desligadas de Portugal”, defende.
O cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong percebeu isso. Assim, para chegar à maioria dos 162 mil portugueses que residem na RAEM e Hong Kong, Vítor Sereno dirigiu-se ao órgão mais lido do território.
“Fui ao jornal Ou Mun e pedi para me reunir com o director e a equipa. Fi-lo para me aproximar deles e mostrar-me à disposição e fornecer informações práticas. Esta foi uma coisa que sempre disse aqui: sinto-me responsável por 162 mil cidadãos. Para mim não há qualquer espécie de distinção”, declara o diplomata.
No entanto, apesar do afastamento, todos os inquiridos pelo PONTO FINAL assinalam com pena que a herança portuguesa se perca.
“Não tenho a certeza se a cultura vai desaparecer, mas espero que seja preservada. Espero que os meus filhos conheçam o Natal e a Páscoa, apesar de a minha noiva ser chinesa”, conta Manuel Reis. E acrescenta: “É uma pena perderem-se muitas tradições portuguesas. Se não me tivesse entrevistado não sabia que era o Dia de Portugal”.
P. S. A.
Ponto Final | Junho 10, 2014 às 11:16 am | Categorias: Uncategorized | URL:http://wp.me/pu3KH-85C

Os bastidores de ALFAMA Junho 14 ( 2 )



























































































Dia de Portugal

Que sobreviva eu, e tu, e tu também!



segunda-feira, 9 de junho de 2014

Solilóquios vernáculos próximo do Terreiro do Paço, em Lisboa


































- Filhos da puta!...

- Olha o Soares! Devias era ir lá p´rá fábrica ver como é ...

- A reforma, porra!...

- Cabrões de merda, são todos uns cabrões!...

- Olha os gajos a quererem lixar a gente ... Olha, olha!...

- O Coelho que se foda!...

- Cagões!...

- Haviam de comer todos os dias com o que eu recebo ...

- Vê lá se eles aparecem aqui?!... É o apareces ...

- Merda! Tenho a boca seca ...

- Entrevistas?... Esses gajos dos jornais são da cor ...

- Tudo comprado ... Liberdade o cara ... lho ... Eu é que ... eu é que pago ...

- A reforma, porra!... Queria-os ver ...

Segurança exemplar algures em Lisboa


O nosso irmão Francisco


Mstislav Rostropovich toca Bach

























Os bastidores de ALFAMA Junho 14 (1)

















































































































Do lido, o sublinhado (62) - "Adeus" de Cabral do Nascimento

Conheci Cabral do Nascimento, sereno. Dele a Poesia, que é sempre o que fica depois de se ter esquecido quase tudo o resto ... Lembrei-o ontem num Certame em Santo António dos Cavaleiros, no momento público dedicado à Poesia.

ADEUS 

Manhãs serenas, pálidos
Dias sem sol. enevoados céus,
Opacas noites de perfumes cálidos,
Vejo tudo isso e digo adeus.

Frutos doirados, flores de estuante viço,
Rochas, praias, ilhéus,
Ondas do mar azul ... Vejo tudo isso
E digo adeus.

Que importa que este fosse o meu desejo,
Se o envolveu a sombra de pesados véus?
A vida existe para os outros. Vejo
Tudo isso, e digo adeus.

E porque é tarde, e estou cansado, sigo
A estrada do regresso; e quando volto  os meus
Olhos, além, vejo tudo isso e digo:
Adeus!

Notícias de Macau - Actualidade

Um em cada dez menores é assediado sexualmente

 byPonto Final
Iris Lei
Um estudo conduzido pela Associação de Luta contra os Maus Tratos às Crianças mostra que cerca de dez por cento de estudantes menores de idade já foram assediados sexualmente pelo menos uma vez.
A investigação foi encabeçada por Kwan Chi Fai, membro da associação professor no Instituto Politécnico de Macau, e apresentada no sábado, de acordo com o jornal Ou Mun. Através de questionários feitos em dez das 50 escolas do território, escolhidas de forma aleatória, foram entrevistados 960 adolescentes menores, a maioria entre os 15 e os 17 anos, num total de 1.216 alunos.
A Associação de Luta contra os Maus Tratos às Crianças é um sub-grupo da associação Against Child Abuse, de Hong Kong. Entre os inquiridos para este estudo que admitiram já ter sido assediados, dez por cento dizem ter passado por essa experiência três ou mais vezes.
Os números mostram que um em cada dez entrevistados já foi assediado sexualmente. “Carícias em partes sensíveis ou órgãos sexuais” é o acto mais habitual, revela o mesmo estudo.
Casos deste género aconteceram a jovens com idades tão precoces como os seis anos, mas são adolescentes a rondar os 15 anos que apresentam uma percentagem mais elevada. A média de idade de adolescentes mais sujeitos a assédio e de 14,6 anos para os rapazes e 13,1 para as raparigas.
O questionário perguntava também aos respondentes se amigos seus haviam tido experiências semelhantes. Doze por cento dos inquiridos disseram que conheciam pelo menos um menor que tivesse sido assediado – um em cada oito respondentes tem um amigo que já passou por isso. De acordo com os dados apurados, 70 por cento dos amigos das pessoas entrevistadas, com idades entre os 15 e 17 anos, já tiveram experiências do género – destas, dez por cento tiveram relações sexuais.
A associação conclui que jovens vítimas de abuso sexual tendem a ser mais ansiosos, a apresentar facilmente sinais de cansaço e maior tendência para cometer suicídio. A auto-estima destes adolescentes apresenta valores médios, considerados “não muito satisfatórios” pelos autores do estudo.

Ponto Final | Junho 9, 2014 às 12:37 pm | Categorias: Uncategorized | URL:http://wp.me/pu3KH-85s

domingo, 8 de junho de 2014

Carta familiar

Assunto: Os Manos

Ora aqui está uma crónica civilizada e agradável. Assinada por Ricardo Costa.


http://1.bp.blogspot.com/-z5Kfh5ywpck/U4eLxc5_psI/AAAAAAAALh0/-MA-FoZVXsw/s1600/carta+irmao.png
Ainda me lembro da noite em que ouvi pela primeira vez a palavra sectário. Devia ter aí uns catorze ou quinze anos e não fazia a mínima ideia do que aquilo queria dizer. Mas pelo ar com que empregavas a expressão, não devia ser coisa boa. Aliás, inserida na frase "os seus amigos sectários...", não podia mesmo ser coisa boa. E pela cara com que o nosso pai a recebia, a coisa não era mesmo boa. Como militante do PCP que o pai era há décadas, ele já devia ter ouvido esse ataque umas mil vezes. Como militante socialista que tu eras há uns sete ou oito anos, já a terias proferido algumas vezes.
Não sei se era coisa da faculdade de Direito onde andavas, com a JS e a JCP a disputar a Associação de Estudantes como se fosse a coisa mais importante do mundo, se eram assuntos mais vastos da esquerda, daqueles que ainda hoje ocupam a cabeça de tanta gente, sem progresso ou resultado aparente. Sei apenas que olhava para vocês com admiração pelo empenho com que discutiam, mas sempre com a impressão de que gostava muito mais de assistir do que participar. Às vezes, o meu tio João juntava-se às discussões, e como militante da primeira hora do PSD, fazia com que tudo aquilo se tornasse num diálogo ainda mais interessante e ainda mais impossível. Cresci a ver e a ouvir isso e não tenho dúvidas de que vocês os três, cada um com a sua dose, são responsáveis parciais pelo que acabou por ser o meu trabalho. Foi um treino forçado, mas intensivo.
Passaram trinta anos. Tu nunca largaste a política nem o PS. O meu tio João morreu no ano passado com as quotas e o fervor pelo PSD em dia. E o pai, claro, morreu sem nunca deixar o PCP, apesar de todas as dúvidas a que fomos assistindo, de ter votado como votou no Congresso do Porto - acho que ao lado do Miguel Portas - e de tudo o que se passou nos anos seguintes, com alguns dos melhores amigos dele a saírem do partido. À maneira dele, lidou bem com isso. Manteve os amigos e nunca confundiu as coisas. Lembro-me do desgosto que ele teve quando o Lima de Freitas apoiou o Freitas do Amaral em 1986. Mas lembro-me ainda melhor de como, ano após ano, eles os dois mais o David Mourão Ferreira, conversavam noite fora na Praia do Carvoeiro, esquecendo as divergências políticas e lembrando tudo o que os unia e divertia.

Podia seguir página abaixo, com exemplos destes. Mas lembro apenas mais um, quando o pai ficava tardes à conversa com a Helena Sacadura Cabral, que encontrava quando ia almoçar a um pequeno restaurante nas Janelas Verdes. E só lembro isso porque, além das óbvias divergências políticas deles e da ainda mais óbvia amizade, a Helena tinha em casa um problema bicudo, aquele que todos os portugueses conhecem, o do Paulo e do Miguel Portas. E só lembro isto, porque na terça-feira à noite, pouco tempo depois de termos falado pela primeira vez ao telefone - já tu eras candidato e já eu tinha posto o meu lugar no Expresso à disposição da administração e da redação -, a Constança Cunha e Sá ligou-me a a dizer "ouve lá, vocês só têm que fazer como o Paulo e o Miguel".
A Constança não podia ter sido nem mais genuína nem mais simpática. Mas não sei se a coisa é assim tão simples, muito menos se é mais mais fácil ou difícil. Eles foram jornalistas mas foram sempre políticos. Tu nunca foste jornalista e eu nunca fui político. Andámos e andamos em barricadas diferentes. E é assim que tem que ser. Temos a vantagem de saber que nunca teremos de fazer um frente a frente, mas temos a desvantagem de saber que o Expresso te vai cair em cima de quando em vez e que tu vais tentar cair em cima do Expresso. Não sei se vai haver Congresso e não faço a mínima ideia se o vais ganhar. Mas sei que agora é diferente.
O Expresso já teve um desafio maior pela frente, quando Francisco Balsemão foi para o governo e depois para primeiro-ministro. O jornal passou com distinção na prova. Foi impiedoso, às vezes demais, e fê-lo com estilo e com estrondo. Não gosto de falar em nome da redação onde trabalho, mas conhecendo os meus colegas, sei que não lhes passa pela cabeça fazer alguma coisa diferente. Presumo que estejas preparado para isso. Eu estou. Ou melhor, vou estando.
Outro dia, na homenagem que fizeram ao pai na Casa de Goa, o Vasco Vieira de Almeida lembrou, como só ele é capaz de o fazer, como o pai combinava a ortodoxia marxista com uma permanente discussão de tudo e com todos. Sei que ele ia ficar aflito ao ver-nos chocar. Mas não ia esperar outra coisa de nós. Se alguma coisa correr mal, podemos pedir ao Vasco para arbitrar. Boa sorte.

O puteiro

Hoje é dia de fartura de e-mails. Nem sei como agradecer...




"Date: Sun, 8 Jun 2014 09:08:46 -0700

Subject: Fw: ENC: No Ceará

 

História verdadeira. Saiu nos jornais da cidade Aquiraz.
No Ceará, puteiro processa Igreja Universal.
 
Em Aquiraz, no  
Ceará, dona Tarcília Bezerra construiu uma expansão de seu puteiro, cujas actividades estavam em constante crescimento .

Em resposta, a Igreja Universal local iniciou uma forte campanha para bloquear a expansão, com sessões de oração em sua igreja, de manhã, à  
tarde e à noite.
 
O trabalho de ampliação e reforma progredia célere até uma semana antes da reinauguração, quando um raio atingiu o puteiro queimando as  
instalações eléctricas e provocando um incêndio que destruiu o telhado e grande parte da construção.
 
Após a destruição do puteiro, o pastor e os crentes da igreja passaram a se gabar "do grande poder da oração".
 
Então, Tarcília processou a igreja, o pastor e toda a congregação, com o fundamento de que eles "foram os responsáveis pelo fim de seu prédio  
e de seu negócio" utilizando-se da intervenção divina, directa ou indirecta e das acções ou meios.”
 
Na sua resposta à acção judicial, a igreja, veementemente, negou toda e qualquer responsabilidade ou qualquer ligação com o fim do edifício.
 
O juiz a quem o processo foi submetido leu a reclamação da autora e a resposta dos réus e, na audiência de abertura, comentou:
 
 
- Eu não sei como vou decidir neste caso, mas uma coisa está patente nos autos:
 
Temos aqui a proprietária de uma casa de prostituição que firmemente acredita no poder das orações 
e uma igreja inteira declarando que as orações não valem nada!"

Mestre Aleixo



CINCO QUADRAS DE ANTÓNIO ALEIXO


Acho uma moral ruim
trazer o vulgo enganado:
mandarem fazer assim
e eles fazerem assado.

Sou um dos membros malditos
dessa falsa sociedade
que, baseada nos mitos,
pode roubar à vontade.

Esses por quem não te interessas
produzem quanto consomes:
vivem das tuas promessas
ganhando o pão que tu comes.

Não me dêem mais desgostos
porque sei raciocinar...
Só os burros estão dispostos
a sofrer sem protestar!

Esta mascarada enorme
com que o mundo nos aldraba,
dura enquanto o povo dorme,
quando ele acordar, acaba.
António Aleixo

Anedota "reaccionária"

De um e-mail recebido. Obrigado. Estamos a ver alguns ...

Assunto: 
O verdadeiro comunista

 - Se tivesse dois apartamentos de luxo, doaria um para o partido 
- Sim - respondeu o militante. 
- E se tivesse dois carros de luxo, doaria um para o partido? 
- Sim - novamente respondeu o valoroso militante.
                    - E se tivesse um milhão 
                 na conta bancária, doaria 
            500 mil para o partido?
- É claro que doaria - respondeu o orgulhoso companheiro. 
- E se tivesse duas galinhas, doaria uma para o partido?
                    - Não - respondeu o camarada.
- Mas porque doaria um apartamento de luxo se tivesse dois, um carro de luxo se tivesse dois e 500 mil se tivesse um milhão, mas não doaria uma galinha se tivesse duas?
  - Porque duas galinhas eu tenho.PORRA!

Rostos*

* Fotografias de Emília Alves






















inSEGURANÇA SOCIAL

Extracto de e-mail recebido

REFORMAS

"O Tribunal Constitucional alemão considera que as reformas são um direito dos trabalhadores idêntico à detenção de uma propriedade privada, cujo valor não pode ser alterado. Tribunal Europeu dos Direitos do Homem segue a mesma linha.
O Tribunal Constitucional alemão equiparou as pensões à propriedade, pelos que os governos não podem alterá-las retroactivamente. A Constituição alemã, aprovada em 1949, não tem qualquer referência aos direitos sociais, pelo que os juízes acabaram por integrá-los na figura jurídica do direito à propriedade. A tese alemã considera que o direito à pensão e ao seu montante são idênticos a uma propriedade privada que foi construída ao longo dos anos pela entrega ao Estado de valores que depois têm direito a receber quando se reformam. Como tal, não se trata de um subsídio nem de uma benesse, e se o Estado quiser reduzir ou eliminar este direito está a restringir o direito à propriedade. Este entendimento acabou por ser acolhido pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem."

Acerca do caso português, cada um que faça as comparações que entender. O resumo é simples: quem descontou UMA VIDA sente-se roubado. E um dia hão-de fazer-se as contas. E, por certo, as prisões reabrir-se-ão.

Se o sistema não é suportável, façam-se as contas para o futuro, não para quem descontou uma vida ...

Certame MULTICOOL Santo António dos Cavaleiros 2014-12 A *

* 13

"A Poesia é pr'a comer"































































Notícias de Macau - Actualidade

Deputados criticam Governo por negociar “às escondidas”

 by Ponto Final
Si Ka Long, Kwan Tsui Hang e Pereira Coutinho dizem que não há motivos para o nome da empresa que vai substituir a Reolian não ser já público.
Sónia Nunes e Iris Lei
Desde Abril que o Governo fez saber que está em negociações com um investidor para continuar a exploração Reolian, sob gestão do Governo há oito meses depois de ter declarado falência. Quem é? Não se sabe: o Executivo recusa-se a revelar o nome da empresa até à assinatura do contrato. Os deputados dizem não haver justificação para postura do secretário para os Transportes e Obras Públicas, director dos Serviços de Tráfego e do director dos Assuntos de Justiça – a informação, defendem, é de interesse público.
“Nesta fase, em que já se sabe que o contrato vai ser assinado na próxima semana, não há razões para não ser divulgado o nome da empresa”, reprova Si Ka Lon, número dois de Chan Meng Kam, o cabeça de lista mais votado nas legislativas de 2013. O deputado não tem dúvidas: “As pessoas estão preocupadas. Não têm confiança no Governo ao nível dos transportes públicos”.
A identidade da sucessora da Reolian, continua, vai trazer a reposta a duas perguntas: a nova empresa, sendo local, tem capacidade para substituir uma empresa internacional? Vai conseguir manter o serviço? “As pessoas têm dúvidas”, insiste.
Para Si Ka Lon, “é muito difícil não questionar se não se trata de um contrato feito à porta fechada” – sobretudo, destaca, quando “todos os sinais apontam para uma única empresa”. Segundo avançou o jornal Cheng Pou, em Maio, a China Travel Service terá sido a escolhida. A empresa é subsidiária da Nam Kwong (estatal) e pertence ao mesmo grupo da TCM, uma das operadoras.
“A ideia com que ficamos é que fazem as coisas às escondidas. Por quê este secretismo? Estão a proteger que interesses? Não se percebe este sigilo”, diz também José Pereira Coutinho. “Este tipo de negociações devem ser feitas com o máximo de transparência possível”, defende.
O deputado destaca a “exigência” pública de que “as concessionárias ofereçam um serviço de qualidade” e diz que o Governo, “mais tarde ou mais cedo, vai ter de se justificar”. “E se correr mal, assumir as responsabilidades”, remata.
Também Kwan Tsui Hang, dos tradicionais Operários, entende que a forma como o Governo geriu o processo de falência da Reolian “não foi a melhor”.
A deputada concorda que o Executivo deve revelar a identidade do investidor “o mais breve possível”, mas também diz que “o Governo não tem escolha”. “O negócio da Reolian não é muito bom. Não é assim tão atractivo para os investidores”, aponta.

Escolas falham no debate sobre Tiananmen

 by Ponto Final
Sem informação nas escolas, resta aos jovens a iniciativa de procurarem saber sobre Tiananmen na Internet, aponta Jason Chao.
O presidente da Associação Novo Macau, Jason Chao, considera que a vigília pelas vítimas de Tiananmen funciona como uma alternativa às escolas, no que toca à informação sobre o massacre aos mais jovens. “A maioria dos manuais escolares das escolas primárias e secundárias não falam do massacre do 4 de Junho. Como consequência, se os estudantes não procurarem de forma pró-activa informação na Internet, têm muito pouco conhecimento sobre o massacre”, comenta.
O activista que avançou com o pedido para utilizar o Largo do Senado para a vigília deste ano, manifesta-se “surpreendido pelo número de pessoas” e “feliz” por ver que há “cada vez mais cidadãos que pensam no massacre de 4 de Junho”. Jason Chao acredita que a manifestação de 25 de Maio contra o regime de garantias “contribuiu para uma maior mobilização para a vigília”.
Ponto Final | Junho 8, 2014 às 2:01 pm | Categorias: Uncategorized | URL:http://wp.me/pu3KH-84Y

Seguidores